Açores reiteram objetivo de atingir 30% de áreas marinhas protegidas até 2023
7 de mar. de 2022, 16:06
— Lusa/AO Online
"O
que nós temos é um objetivo de proteção de 30% da nossa Zona Económica e
Exclusiva. Um total de 15% de áreas marinhas totalmente protegidas e os
outros 15% protegidas. E, por isso, são os objetivos e as metas que
queremos alcançar e que ficaram bem claras desde a primeira reunião",
sublinhou José Manuel Bolieiro, em declarações aos jornalistas.Na
sessão de abertura da reunião para definição de novas Áreas Marinhas
Protegidas (AMP), em Ponta Delgada, Bolieiro lembrou a meta definida
pela Estratégia de Biodiversidade da União Europeia (UE), que pretende a
implementação de Áreas Protegidas em 30% do mar europeu até 2030.O
chefe do executivo açoriano falava no
Palácio da Conceição, em Ponta Delgada, ilha de São Miguel, após uma
reunião com diferentes entidades sobre a definição de novas Áreas
Marinhas Protegidas.Tratou-se da 4.ª reunião deste processo participativo no âmbito da definição de novas Áreas Marinhas Protegidas."Este
é um processo participativo de decisão de proteção de 30% do mar dos
Açores. Não haverá, por isso, uma imposição. A equipa científica
apresentou um magnífico trabalho de exploração para possíveis áreas.
Agora, serão os parceiros, desde logo, os que têm atividades económicas
no mar, umas extrativas e outras de fruição que naturalmente também
serão ouvidos para emitir a sua opinião", afirmou José Manuel Bolieiro.O
presidente do Governo Regional dos Açores explicou que a reunião de
hoje foi para apresentação, pela equipa científica, daquilo que se
refere "à proteção no offshore", ou seja, "para além da costa, no mar
profundo"."A reunião correu muitíssimo bem
com elevada participação de todos os parceiros neste processo.
Aprovamos os objetivos e metas. Em offshore também já ficaram
apresentadas, pela equipa científica, um conjunto de áreas, que
,naturalmente, nas reuniões intercalares serão agora melhor
concretizadas", acrescentou.Lembrando a
meta definida pela Estratégia de Biodiversidade da União Europeia, que
pretende a implementação de Áreas Protegidas em 30% do mar europeu até
2030, José Manuel Bolieiro afirmou que os Açores estão "a dar um bom
exemplo", porque têm uma meta definida de o fazer até 2023."Para
além de sermos uma referência mundial de um ‘hotspot’ no que diz
respeito ao mar, o facto é que estamos a viver com um período de
emergência climática e de necessária proteção da biodiversidade. E
queremos atingir num espaço de tempo, para além dos compromissos
mundiais. Vamos reduzir o prazo, estamos a fazê-lo de forma participada e
também conjugada", realçou.José Manuel
Bolieiro vincou que, nesta matéria, a região está a fazer "um percurso
que honra" o "histórico" do arquipélago e que "antecipa um futuro no que
diz respeito à dimensão Atlântica que os Açores têm para o mundo e, em
particular, para a Europa"."Há uma
necessidade da natureza. Há uma fundamentação científica e um objetivo
político que o Governo Regional dos Açores quer estimular. Temos um bom
histórico, mas queremos ser um bom exemplo no que diz respeito ao futuro
para o mundo na proteção do mar", sublinhou o chefe do executivo
açoriano, defendendo que "importa proteger a biodiversidade e a riqueza
marinha" que existe no mar dos Açores.Divulgado
em novembro de 2019, o relatório do programa Blue Azores sugeriu o
aumento significativo das zonas sob proteção total na zona económica
exclusiva (ZEE) dos Açores, uma vez que as áreas marinhas protegidas
existentes "não mostram benefícios claros".A próxima reunião está agenda para 18 abril.