Açores registam primeiro recuperado em utentes do lar do Nordeste
Covid-19
29 de abr. de 2020, 09:22
— Lusa/AO Online
“Sendo
um utente da Santa Casa da Misericórdia do Nordeste, da estrutura
residencial para idosos, o primeiro caso de recuperação para nós é
efetivamente animador para com os restantes, mas tal como os outros
casos não nos pode deixar descansados e descurar todo o atendimento e
atividade assistencial que está a ser prestada a todos os utentes
internados nas unidades de saúde da região”, afirmou o responsável
da Autoridade de Saúde Regional dos Açores.Os Açores registaram
na terça-feira três novos casos de recuperação na ilha de São Miguel: uma mulher
de 21 anos e dois homens com 54 e 67 anos.O
homem de 67 anos, que se encontrava internado no Hospital do Divino
Espírito Santo, em Ponta Delgada, é o primeiro caso de recuperação
registado entre os utentes do lar do Nordeste.Segundo Tiago Lopes, a recuperação mais rápida estará relacionada com a faixa etária do utente.“Toda
a experiência e conhecimento que detemos relativamente ao novo
coronavírus é que efetivamente esta infeção exacerba em muito toda a
patologia crónica associada a utentes com idades acima dos 75/80 anos”,
afirmou.No
total foram infetados com o novo coronavírus 33 utentes e 10
funcionários no lar do Nordeste.O responsável da Autoridade
de Saúde Regional revelou que foram já testados 300 utentes e
funcionários de lares de idosos nas ilhas de São Miguel, Terceira e
Graciosa, no âmbito de um rastreio que será realizado em todas as
estruturas deste género no arquipélago.“Foram
submetidos a este teste de diagnóstico de possível infeção pelo Covid-19 e até ao momento todos eles tiveram resultado negativo.
Entretanto iremos continuar com este procedimento e com este rastreio
organizado a todas estas unidades e entidades, que possuem funcionários
em esquema rotativo. Todos os que vão render a equipa que está em
funções serão submetidos a este teste”, avançou.O objetivo, segundo Tiago Lopes, é realizar uma “intervenção mais atempada para proteger este público mais vulnerável”.