Açores registam o maior aumento anual na avaliação de moradias em julho
27 de ago. de 2025, 09:31
— Filipe Torres/Lusa
A Região Autónoma dos Açores registou, em julho, a maior subida nacional
na avaliação bancária das moradias em termos homólogos, com um aumento
de 17,3%, e liderou também no crescimento mensal dos apartamentos, com
uma valorização de 3,0%, de acordo com dados do Instituto Nacional de
Estatística (INE).O mais recente relatório do INE indica que, no
conjunto da habitação, o valor mediano de avaliação bancária nos Açores
fixou-se em 1.386 euros/m2, mais 160 euros do que em julho do ano
passado e mais 18 euros face ao mês anterior.Nas moradias, em julho,
o valor mediano na região foi de 1.336 euros/m2, traduzindo-se numa
subida de 202 euros em termos homólogos e de 26 euros em comparação com
junho.Já no segmento dos apartamentos, a avaliação mediana atingiu
os 1.966 euros/m2, o que corresponde a mais 298 euros do que em julho de
2024 e a mais 57 euros do que no mês anterior.Avaliações bancárias sobem em quase todas as regiõesSegundo
a agência Lusa, a nível nacional, o valor mediano de avaliação bancária
da habitação fixou-se em 1.945 euros/m2 em julho, o que representa um
aumento de 34 euros face a junho e uma subida homóloga de 18,7%.Entre as regiões do país, o Alentejo destacou-se com a maior variação mensal (4,2%), não se registou quebras em nenhuma região.Quando
se observa a evolução face a julho de 2024, a Península de Setúbal
destacou-se como a região com a subida mais acentuada (24,2%), não tendo
sido registadas descidas em nenhuma parte do país.No segmento dos
apartamentos, o valor mediano situou-se nos 2.254 euros/m2, o que
representa um acréscimo de 24,0% relativamente ao mesmo mês do ano
passado.Os preços mais elevados verificaram-se na Grande Lisboa
(2.990 euros/m2) e no Algarve (2.642 euros/m2), enquanto o Alentejo
apresentou o valor mais baixo (1.419 euros/m2). A Península de Setúbal
voltou a liderar no crescimento homólogo, com uma variação de 25,6%, sem
que se registassem quebras noutras regiões.Na comparação com junho, todas as regiões do país estiveram em território positivo na avaliação bancária dos apartamentos.O
preço mediano dos apartamentos T1 aumentou 71 euros, fixando-se nos
2.866 euros/m2. Já os T2 e T3 registaram subidas de 50 euros e 18 euros,
para 2.317 euros/m2 e 1.942 euros/m2, respetivamente. Estas três
tipologias representaram 92,8% das avaliações de apartamentos efetuadas
no período em causa.No que toca às moradias, o valor mediano atingiu
os 1.414 euros/m2 em julho, traduzindo-se num crescimento de 10,4% face
a igual mês do ano anterior. Os preços mais elevados observaram-se
na Grande Lisboa (2.707 euros/m2) e no Algarve (2.505 euros/m2), com o
Centro (1.053 euros/m2) e o Alentejo (1.149 euros/m2) a registarem os
valores mais baixos.Na comparação com junho, a valorização das
moradias foi de 1,8%, com o Alentejo a liderar a subida (4,2%). A única
quebra registou-se na Região Autónoma da Madeira (-0,2%).Por
tipologias, as moradias T2 aumentaram 41 euros (1.392 euros/m2), as T3
subiram 14 euros (1.390 euros/m2) e as T4 avançaram 23 euros (1.484
euros/m2). Em conjunto, estas tipologias representaram 88,6% do total de
avaliações de moradias em julho.A nível das regiões NUTS III,
Lisboa, Algarve, Península de Setúbal, Madeira e Alentejo Litoral
apresentaram valores de avaliação superiores à mediana nacional em
52,0%, 34,5%, 18,8%, 14,9% e 7,3%, respetivamente. Em contrapartida,
Beiras e Serra da Estrela, Beira Baixa e Terras de Trás-os-Montes
destacaram-se pelos valores mais baixos, inferiores em 50,3%, 49,8% e
49,1% à mediana nacional.No total, foram realizadas cerca de 33.800
avaliações bancárias em julho, um número que representa um aumento de
3,8% face a junho e de 3,7% em comparação com o mês homólogo.