Açores registam diminuição na produção de resíduos urbanos em 2020
30 de jun. de 2021, 14:30
— Lusa/AO Online
Os números
constam dos Relatórios dos Resíduos Urbanos e Não Urbanos referentes ao
ano de 2020, que acabam de ser publicados pela Secretaria Regional do
Ambiente e Alterações Climáticas e foram hoje divulgados pelo Governo
Regional dos Açores, numa nota enviada às redações.
De acordo com a secretaria regional, no ano passado, a produção de RU
"diminuiu, provavelmente em decorrência da situação pandémica vivida
neste período, em que se verificou a diminuição significativa de
diversas atividades produtoras desta tipologia de resíduos", como é o
caso da "restauração e hotelaria, associadas à população flutuante
através do fluxo turístico".
Em 2019, a produção de RU tinha confirmado “a tendência de aumento
retomada em 2016, depois de dois anos de redução dos quantitativos
produzidos (2014 e 2015)", assinala a nota. Há também a destacar a taxa de valorização de resíduos de construção e demolição (RCD), na ordem dos 91%.
Relativamente aos resíduos hospitalares, os relatórios apontam que se
verificou "um aumento na produção dos resíduos perigosos
comparativamente ao ano transato, com um acréscimo de cerca de 14,4%". Já "na produção geral dos fluxos específicos ocorreu uma ligeira diminuição, com menos 1,9%".
A nota divulgada pelo Governo Regional (de coligação PSD/CDS-PP/PPM)
adianta ainda que nos últimos anos "o arquipélago progrediu
significativamente no tratamento de resíduos urbanos, tendo "valorizado
em 2020 cerca 55% dos RU produzidos".
Destaca-se "a valorização material (reciclagem), que atingiu 21,9%". A
valorização orgânica registou "um aumento para 15,9%", enquanto a
valorização energética se manteve nos 17,2%. Assim, a fração de resíduos urbanos "eliminados em aterro foi de 45%".
É também sublinhado o facto de a Região Autónoma dos Açores ter
promovido, exclusivamente no âmbito do SIGRE – Sistema Integrado de
Gestão de Resíduos de Embalagens, "a reciclagem de 65,5 quilos de
resíduos de embalagens por habitante", pelo que a taxa de preparação
para a reutilização e reciclagem se fixou nos 40%.
"Se as infraestruturas previstas para a gestão de resíduos na Região
Autónoma dos Açores estivessem em pleno funcionamento, em 2020 a região
teria alcançado a meta a que se propôs", salienta a Secretaria Regional
do Ambiente e Alterações Climáticas.
O relatório diz ainda que "a ilha Terceira deverá reforçar todo o seu
sistema de gestão e resíduos urbanos de forma a aumentar a sua
valorização material e orgânica".Quanto
à ilha de São Miguel, "terá de aumentar a valorização material e
orgânica, sendo fundamental a diminuição dos quantitativos eliminados em
aterro". O
executivo açoriano considera "fundamental continuar o trabalho de
informação e sensibilização para prevenção da produção e,
simultaneamente, reforçar as medidas que visam incutir hábitos de
separação na população", através da sensibilização e pela "via da
implementação de sistemas de poluidor-pagador".Com
a pandemia da covid-19, "foram evidentes os impactos na produção e
gestão de resíduos, e nesse sentido houve a necessidade de se proceder à
suspensão do Tratamento Mecânico e Biológico (TMB) nas ilhas com casos
confirmados de infeção, com a consequente eliminação, sem triagem
prévia, dos RU indiferenciados", conclui.