Açores registam a maior descida da natalidade e subida da mortalidade
30 de abr. de 2025, 09:22
— Rafael Dutra
No que diz respeito à mortalidade, em Portugal
foi verificado um total de 118 374 óbitos de residentes em território
nacional em 2024, mais 79 do que em 2023 (118 295 óbitos), o que
representou um acréscimo homólogo de 0,1%.Nos Açores houve 2454
óbitos no ano em análise, tratando-se de um aumento homólogo, tendo em
consideração que foram registados mais 85 falecimentos de residentes
açorianos face ao ano anterior.Com base na informação apresentada
pelo gabinete de estatística nacional, verifica-se que a mortalidade
aumentou em quatro das nove regiões NUTS II, com acréscimos superiores
ao registado a nível nacional (+0,1%), destacando-se a Região Autónoma
dos Açores com o maior aumento (+3,6%). Por oposição, a Madeira
registou a maior descida da mortalidade (-7,6%).A nível regional
observa-se que a maior proporção de óbitos ocorreu no grupo etário dos
80 e mais anos, representando mais de metade da mortalidade em todas as
regiões, variando de 52,2% a 65,4%, com exceção dos Açores, região em
que a proporção de óbitos nesta faixa etária foi de 46,2%.Conforme
indica o gabinete de estatística nacional na publicação ‘Estatística
Vitais 2024’, verifica-se que no ano em análise nasceram 84 642 bebés de
mães residentes em Portugal, menos 1,2% do que em 2023 (85 699
nados-vivos).Deste total de nados-vivos observados no país, 43 470
eram do sexo masculino e 41 172 do sexo feminino, “representando uma
relação de masculinidade de 106 (por cada 100 crianças do sexo feminino
nasceram cerca de 106 do sexo masculino)”, é referido no documento.Nos
Açores nasceram 1871 bebés de mães que residem no arquipélago açoriano
em 2024, uma redução de 171 nados-vivos comparativamente ao ano
transato. Este decréscimo observado equivale à maior descida homóloga
registada em Portugal neste ano (-8,9%).Segundo assinala o INE, a
natalidade diminuiu em mais de metade das regiões NUTS II do país,
exceto no Oeste e Vale do Tejo (+1%), na Grande Lisboa (+0,9%), na
Península de Setúbal (+0,3%) e na Região Autónoma da Madeira (+2,6%).Com
exceção da região Centro (-0,9%), nas restantes regiões o decréscimo
foi superior ao nacional (-1,2%), tendo os Açores apresentado a maior
quebra da natalidade.Neste ano, cerca de um terço (33%) dos nados-vivos nascidos em Portugal eram filhos de mães de naturalidade estrangeira.“Na
última década, a proporção de nados-vivos de mães de naturalidade
estrangeira mais do que duplicou”, acrescenta o INE, salientando que a
proporção de nados-vivos de mães de naturalidade estrangeira foi
superior ao valor nacional em três regiões: Grande Lisboa (47,8%),
Península de Setúbal (46,9%) e Algarve (46,6%).Nos Açores, a proporção de nados-vivos de mães de naturalidade estrangeira foi a mais baixa do país, com 7,1%.No
país houve um ligeiro aumento do número de óbitos e uma diminuição do
número de nados-vivos, situação que determinou o agravamento do saldo
natural, também sentido em quatro de nove regiões.O Norte foi a
região onde se verificou o saldo natural negativo mais acentuado
(-12.471), a Região Autónoma dos Açores onde se registou o valor menos
negativo (-583) e a Grande Lisboa, pelo segundo ano consecutivo, foi a
única região NUTS II a registar um saldo natural positivo (+929), realça
o INE.