Açores recomendam apoios ao Queijo de São Jorge e atribuição urgente de prémios à vaca aleitante
Hoje 16:07
— Lusa/AO Online
A resolução, aprovada pela Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, na Horta, a 17 de setembro, recomenda ao Governo Regional o apoio à promoção, valorização e internacionalização do queijo de São Jorge, detentor do estatuto de Denominação de Origem Protegida (DOP).O objetivo, segundo a resolução, passa por consolidar a notoriedade do produto, conquistar novos consumidores e diversificar os mercados de comercialização.Entre as medidas propostas está a implementação de uma estratégia integrada de divulgação, promoção e marketing, bem como a realização de ações consistentes de divulgação, a participação em feiras e outros certames, iniciativas de internacionalização e promoção do turismo gastronómico, com vista “a projetar a excelência” do queijo de São Jorge.Estas ações deverão ser desenvolvidas em articulação com associações comerciais e organizações do setor agrícola.A resolução, consultada pela agência Lusa, prevê ainda o desenvolvimento de estudos de mercado, a análise das tendências de consumo e iniciativas de cooperação com universidades e centros de investigação, em articulação com a Uniqueijo, com vista à valorização de toda a fileira do queijo de São Jorge.Numa outra resolução, também publicada hoje em Diário da República, é recomendado ao Governo Regional a atribuição urgente de direitos individuais de prémio à vaca aleitante às explorações da ilha de São Jorge, tendo em consideração critérios socioeconómicos e territoriais.A resolução defende uma distribuição de prémio à vaca aleitante de “forma justa e abrangente”, contemplando “as explorações de menor escala” ou aquelas que enfrentam dificuldades específicas, nomeadamente problemas de qualidade, produtores com idade avançada, problemas de saúde ou localizadas em zonas desfavorecidas ou afastadas das cooperativas.A Assembleia Legislativa recomenda também a criação de um sistema de apoio diferenciado para as explorações de menor dimensão, incluindo os produtores com idade avançada ou com problemas de saúde, visando garantir a continuidade da atividade agrícola, a viabilidade das explorações e a permanência da população no território.São ainda propostas medidas de suporte específicas para as explorações situadas em zonas geográficas desfavorecidas, garantindo que "o isolamento ou a falta de infraestruturas adequadas não constitua um obstáculo ao crescimento das produções leiteira e cárnica na ilha".A resolução, aprovada a 17 de setembro, defende a definição de critérios "transparentes e adequados à realidade local" para assegurar que os produtores jorgenses possam beneficiar de "uma distribuição equitativa" dos direitos aleitantes, priorizando aqueles que se encontram em situações de vulnerabilidade ou dificuldade.Recomenda que seja facilitado o acesso aos direitos aleitantes para as explorações que não possuem ligação direta às cooperativas, permitindo aos produtores reconverterem as suas atividades ou melhorarem as suas condições de trabalho, sem penalização pela distância das cooperativas.Preconiza ainda que sejam atribuídos, com urgência, direitos aleitantes às explorações de carne que nunca tenham beneficiado destes direitos para corrigir “uma injustiça histórica” e favorecer o crescimento competitivo da produção de carne na ilha.