Açores realizaram mais de 28 mil juntas médicas desde 2024

Hoje 16:00 — Lusa

Segundo dados divulgados pela Secretaria Regional da Saúde e Segurança Social, entre 2024 e 30 de agosto de 2026 foram realizadas 28.639 juntas médicas nos Açores, abrangendo avaliações no âmbito da ADSE, Segurança Social e Atestados Médicos de Incapacidade Multiuso."No geral das avaliações, verifica-se uma redução de cerca de 17% do número de utentes em espera por junta médica, passando de 1.753, em janeiro de 2025, para 1.458 a 30 de agosto de 2026", adianta o Governo açoriano (PSD/CDS-PP/PPM), em nota de imprensa.Por outro lado, nos primeiros oito meses de 2026 foram realizadas 7.410 juntas médicas em toda a Região.No caso específico das avaliações para emissão de Atestados Médicos de Incapacidade Multiuso (AMIM), foram realizadas 5.362 juntas médicas entre 2024 e 30 de agosto de 2026.Em 2024 realizaram-se 1.649 avaliações para emissão de AMIM, número que aumentou para 2.261 em 2025, representando um crescimento de cerca de 37% num único ano.Até 30 de agosto de 2026 já tinham sido realizadas mais 1.452 Juntas Médicas para efeitos de AMIM, informa o Governo açoriano.A Secretaria Regional da Saúde e Segurança Social assegura acompanhar “de forma permanente” a realização das juntas médicas em toda a Região, desenvolvendo “um trabalho contínuo com as unidades de saúde para assegurar a resposta aos cidadãos”."Estes números demonstram uma atividade regular e significativa das juntas Médicas na Região e o trabalho desenvolvido pelos profissionais e pelas unidades de saúde para dar resposta aos requerimentos apresentados pelos açorianos", acrescenta.O Governo açoriano recorda que, desde finais de 2024, vigora nos Açores um novo enquadramento regional nesta matéria, através do Decreto Legislativo Regional, que adaptou à Região o regime nacional de avaliação de incapacidade e definiu a constituição e funcionamento das Juntas Médicas nas unidades de saúde de ilha.Recentemente o PS/Açores alertou para atrasos superiores a um ano na realização de Juntas Médicas de Avaliação de Incapacidade destinadas à emissão de Atestados Médicos de Incapacidade Multiuso e defendeu a necessidade de conhecer a dimensão das listas de espera e as medidas previstas pelo Governo Regional para recuperar os atrasos.Na nota enviada, o Governo Regional afirma que “não desconhece, nem desvaloriza a existência de situações em que os tempos de espera ultrapassam o prazo legalmente estabelecido”, garantindo que “é efetuada uma monitorização regular junto das unidades de saúde”.Essa monitorização, sublinha a tutela, permite “identificar os processos mais antigos e os constrangimentos existentes em cada ilha”.