O titular da pasta da
Agricultura questiona, numa missiva enviada à ministra, “a sua
existência e, consequentemente, sobre as suas reuniões”, recordando a
resolução aprovada que previa a sua criação, da qual foi também
signatário, enquanto deputado do PSD à Assembleia da República eleito
pelos Açores.Na carta endereçada à
ministra da Agricultura, o governante frisa “o papel que a informação
produzida por um comité científico agroalimentar poderá ter no
desempenho das exportações nacionais, promovendo produtos de qualidade
comprovada”.O documento, aprovado pela
Assembleia da República, a 22 de fevereiro de 2018, previa a criação de
um “Comité Científico no âmbito dos agroalimentos, constituído por
entidades como a Ordem dos Nutricionistas, a Ordem dos Médicos, as
academias científicas e institutos vocacionados para a investigação e a
pesquisa científica”.A comissão científica
visa "estabelecer um consenso a nível académico" de forma a "recuperar a
confiança dos consumidores" e a "desfazer mitos" relacionados com a
agroalimentação, bem como “concentrar a informação dispersa, apoiar
agricultores e produtores a desenvolverem produtos endógenos e reforçar a
investigação, experimentação, apoio, acompanhamento e aconselhamento
agrícola, criando condições para os agricultores mais pequenos acederem à
inovação”.Segundo o documento,
“atualmente, apesar do maior conhecimento científico sobre o efeito que a
alimentação tem na saúde humana, existe muita desinformação sobre o
papel de certos alimentos, resultante do interesse económico de grandes
empresas multinacionais”. A resolução
acrescentava que perante o vasto leque de regimes alimentares, “a
política pública deve promover hábitos e opções alimentares saudáveis,
intervindo ao nível da educação da população mais jovem, ao nível da
transparência da informação, ao nível fiscal e ao nível da investigação e
ciência em alimentação e nutrição”.