Açores querem desempenhar “papel relevante” na presidência portuguesa da União Europeia
30 de jan. de 2020, 13:18
— Lusa/AO Online
Na sequência da
sua presença na reunião da Comissão Interministerial para os Assuntos
Europeus (CIAE), realizada quarta-feira, em Lisboa, Rui Bettencourt,
citado pelo gabinete de imprensa do executivo açoriano, declarou que “os
Açores, profundamente europeístas, têm a vocação, o desejo e a
capacidade para desempenhar um papel relevante durante a presidência
portuguesa da UE”.Segundo o governante, os
Açores terão a presidência das regiões ultraperiféricas durante o ano
de 2021 e, a este título, “pretendem marcar a agenda à volta da
importância destas regiões europeias na construção da União Europeia”.Na
sua opinião, a região ultraperiférica “traz a Portugal e à UE uma
realidade que importa potenciar, com uma dimensão oceânica
extraordinária, uma posição geoestratégica única, novas dimensões do
desenvolvimento, tais como no espaço e na economia azul".A
região "mantém uma importante atividade económica na
agricultura, nas pescas e no turismo, sendo exemplar em várias das suas
políticas, tais como na transição energética, com a relevantíssima taxa
de penetração das energias renováveis”.O
titular da pasta das Relações Externas considerou ainda que, “naquilo
que são as questões em debate na Europa, é de sublinhar que os Açores se
confrontam com grande parte dos desafios com que se confronta a União
Europeia", apontando, nesse sentido, "a coesão territorial, social e
económica, o desenvolvimento sustentável, a mobilidade dos cidadãos e a
qualidade de vida”.Rui Bettencourt quer
“mostrar ao país e à UE a realidade ultraperiférica e autonómica dos
Açores, com todas as suas fragilidades, mas igualmente mais valias e
dinamismo”.