Açores quer aplicar cinco mil vacinas em dez dias

Covid-19

31 de dez. de 2020, 11:25 — Lusa/AO Online

“Numa primeira fase, contamos que num período de dez dias tenhamos cinco mil vacinas aplicadas, sendo certo que só estará o respetivo processo concluído com a segunda toma de vacina no espaço de 21 dias”, declarou o governante.Clélio Meneses falava no hospital Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada, na cerimónia de entrega das vacinas contra a covid-19 à unidade de saúde da ilha de São Miguel, no dia em que as vacinas começarão a ser administradas na região.“Neste caso concreto, temos aqui cerca 195 ampolas, cada ampola tem cerca de cinco doses, que podem chegar a seis doses, por isso os números [das vacinas] nunca serão muito rigorosos”, afirmou o secretário da Saúde, referindo-se ao primeiro lote de vacinas chegadas a São Miguel.Do primeiro lote de cinco mil vacinas, três mil serão destinadas à ilha de São Miguel e duas mil à ilha Terceira, ilhas escolhidas por uma "razão epidemiológica" e não por alguma "razão política". “Na próxima terça-feira [dia 05 de janeiro] vêm mais duas caixas de vacinas, para que até ao final deste período tenhamos três mil pessoas vacinadas em São Miguel e duas mil na Terceira”, acrescentou.Além dessas primeiras cinco mil vacinas, o executivo regional reservou outras cinco mil “para o caso de acontecer alguma ocorrência inesperada”, disse.O “segundo lote” da “primeira fase” da vacinação no arquipélago deverá chegar “até ao final do mês de janeiro”, vem “prioritariamente para São Miguel”, estando prevista a chegada de “três, quatro mil” doses.“Neste momento a informação que temos é que serão cerca de três, quatro mil [doses], mas todos esses números são sempre muito difíceis de definir com rigor porque nós próprios não temos esta informação rigorosa”, apontou.Sobre as críticas à falta de divulgação do plano regional de vacinação, Clélio Meneses realçou que executivo açoriano tem tentado ser transparente “desde a primeira hora”.“Este governo, desde primeira hora determinou que não vai estar todos os dias a debitar números, a falar sobre este assunto. Vamos intervir quando for necessário para explicar de forma transparente, mas sobretudo para decidir”, disse.