Açores prolongam situação de calamidade pública em cinco ilhas
COVID19
15 de jul. de 2020, 12:12
— Lusa/AO Online
“A monitorização permanente feita à evolução
da pandemia covid-19 nos Açores permite concluir que, perante a evolução
da situação da pandemia a nível global, e tendo em conta a abertura das
ligações aéreas do exterior às ilhas de Santa Maria, São Miguel,
Terceira, Pico e Faial, se justifica a manutenção da declaração da
situação de calamidade pública”, adiantou o secretário regional adjunto
da Presidência para os Assuntos Parlamentares.Berto
Messias falava, em Angra do Heroísmo, na leitura do comunicado do
Conselho de Governo, reunido na passada segunda-feira, na ilha Terceira.As
ilhas São Miguel e Terceira, que mantiveram sempre ligações aéreas ao
exterior da região, através da TAP, estão em situação de calamidade
pública, no âmbito do Regime Jurídico do Sistema de Proteção Civil da
Região Autónoma dos Açores, desde o dia 18 maio.Essa
situação foi alargada às ilhas do Faial, Pico e Santa Maria em 15 de
junho, devido à retoma das ligações aéreas da Azores Airlines, do grupo
SATA, entre essas ilhas e Lisboa.Já nas
ilhas Graciosa, São Jorge, Flores e Corvo, que têm apenas ligações
aéreas com outras ilhas, foi prorrogada a situação de alerta.A
situação de alerta é o nível mais baixo de intervenção previsto na Lei
de Bases de Proteção Civil, depois da situação de contingência
(intermédio) e de calamidade.Foram também
prolongados até 01 de agosto “as regras e procedimentos obrigatórios
para testes a quem chega à região”, que preveem a realização de um
primeiro teste de despiste de infeção pelo novo coronavírus nas 72 horas
anteriores à viagem ou à chegada à região e de um segundo seis dias
depois.A resolução do Conselho de Governo,
publicada hoje em Jornal Oficial, prevê a “normalização da atracagem”
de navios de cruzeiros e iates, “após a reabertura do espaço marítimo
nacional”, desde que os passageiros “façam teste à chegada, salvo se a
Autoridade de Saúde Regional o dispensar, atendendo ao tempo de viagem
sem escalas e à ausência de sintomatologia”.O
executivo açoriano decidiu manter até 01 de agosto a “suspensão da
realização de eventos públicos”, recomendando a outras entidades
públicas e privadas que façam o mesmo.Nas
ilhas de São Miguel, Terceira, Graciosa, São Jorge, Pico e Faial,
continuarão também suspensas atividades em piscinas cobertas, salvo as
destinadas à atividade dos praticantes desportivos profissionais e de
alto rendimento ou federados, em contexto de treino ou ensino, e
permanecem encerradas “termas e spas”, até à mesma data.Ficarão
ainda suspensas, até 01 de agosto, as deslocações em serviço de
trabalhadores da Administração Regional para fora do arquipélago e as
deslocações ao arquipélago de entidades externas solicitadas pela
Administração Regional, salvo se “absolutamente imprescindíveis” e
autorizadas pela Autoridade de Saúde Regional, sendo recomendado que
outras entidades públicas e privadas adotem o mesmo procedimento.Desde
o início do surto foram registados 157 casos de covid-19 nos Açores,
estando atualmente apenas sete ativos, seis na ilha de São Miguel e um
na ilha das Flores.O arquipélago contabilizou 130 casos de recuperação e 16 óbitos, tendo ainda regressado a Portugal continental quatro utentes.