Açores procuram captar atenção de mais de 100 empresários da diáspora
6 de jul. de 2018, 15:36
— Lusa/AO Online
“Temos,
por um lado, um sistema de incentivos de apoio ao investimento e ao
emprego que é, sem dúvida, o mais abrangente e intenso que existe no
espaço europeu, temos uma estrutura fiscal significativamente mais baixa
que a média europeia e temos todas as condições para que esse
investimento se faça na região”, adiantou.Sérgio
Ávila falava em declarações aos jornalistas, à margem da sessão de
abertura do I Encontro Intercalar de Investidores da Diáspora, que se
realiza até domingo na cidade da Praia da Vitória, na ilha Terceira.Há
mais de um milhão de açorianos espalhados pelo mundo, mas, segundo o
vice-presidente do executivo açoriano, os laços emotivos não são a única
razão para investir no arquipélago. “Os
Açores gozam de um diferencial fiscal vantajoso, na ordem dos 20% a 30%
mais baixo, em relação ao restante território português, em sede de
Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas (IRC), de Imposto sobre
o Rendimento das Pessoas Singulares (IRS), de Imposto sobre o Valor
Acrescentado (IVA). A região também beneficia da segunda taxa de IVA
mais baixa da União Europeia”, salientou.Segundo
Sérgio Ávila, o sistema de incentivos ao investimento dos Açores é o
“mais abrangente e generoso” da Europa e conta já com “cerca de 900
candidaturas”, que representam “quase 400 milhões de euros de
investimento privado, perspetivando-se que possa vir a criar cerca de
2.000 postos de trabalho diretos”.O
governante frisou ainda que, desde 2013, já foram executados ou estão
em execução 119 projetos de investimento externo, "num montante superior
a 365 milhões de euros".“Os
Açores destacam-se no território português com um conjunto de
oportunidades ímpares inerentes à sua posição geoestratégica, pois,
estamos protegidos da massificação turística e comercial, existindo
espaço para o desenvolvimento”, afirmou.Também
o Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro,
disse estar convencido de que este encontro possa ter resultados
“concretos” de captação de investimento externo.“Espero
que efetivamente constitua oportunidade de investimento concreto, na
valorização dos recursos territoriais dos Açores, que são muitos”,
frisou, realçando as áreas da ciência e da tecnologia, florestas,
agricultura, desenvolvimento rural, energia e ambiente.José
Luís Carneiro destacou o potencial da região pela sua posição
geoestratégica, realçando o projeto de criação de um centro
internacional de investigação no Atlântico.“O
Air Center, que é um objetivo estratégico dos Açores, conta com o
compromisso do Governo na sua promoção internacional e também na atração
de investimento direto estrangeiro para financiar o esforço de
investimento, nomeadamente nos recursos do mar e daquilo que o mar pode
significar enquanto fonte de recursos estratégicos para o futuro”,
frisou.Segundo
o Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, o Gabinete de Apoio
ao Investidor da Diáspora tem já uma rede identificada de “cerca de
6.000 micro, pequenas e médias empresas”.“Muitas
das vezes, a dificuldade está em poder explicar a quem está fora, que
está há muito tempo fora do país, que hoje não tem relação com as
estruturas administrativas do Estado, quais são as oportunidades de
investimento, os instrumentos de apoio ao investimento e as condições em
que o investimento se pode fazer”, salientou.No
I Encontro Intercalar de Investidores da Diáspora, 110 empresários de
11 países assistem a debates sobre as grandes áreas estratégicas de
economia dos Açores, as políticas públicas do Governo da República, as
medidas de apoio ao investimento e as políticas para as comunidades
portuguesas, estando ainda previstas visitas a projetos locais e à
cidade de Angra do Heroísmo, que integra a lista de Património Mundial
da Unesco.