Açores pedem mais celeridade na certificação de regimes de qualidade da UE
30 de jan. de 2020, 11:11
— Lusa/AO Online
“Na
resposta enviada esta semana a Bruxelas, o executivo regional sugere
uma revisão dos prazos no que diz respeito aos tempos de análise das
candidaturas pela Comissão Europeia, bem como da consulta pública, por
forma a tornar menos moroso o regime de certificação dos produtos
agrícolas”, revelou a Secretaria Regional da Agricultura e Florestas,
num comunicado do Gabinete de Apoio à Comunicação Social do Governo
Regional.Em causa estão regimes como as
Indicações Geográficas Protegidas (IGP), a Denominação de Origem
Protegida (DOP) e as Especialidades Tradicionais Garantidas (ETG).Além
da certificação do alho da Graciosa como IGP, os Açores têm, neste
momento, em fase de registo a certificação da manteiga DOP e do chá DOP,
estando em fase de avaliação a anona e a banana regionais.O
executivo açoriano propôs a adoção de “procedimentos únicos de registo,
de alteração e de cancelamento dos regimes de qualidade”, para aumentar
a eficácia do processo de certificação.A
tutela da Agricultura dos Açores realçou a importância destes regimes na
proteção de culturas e na notoriedade dos produtos, alegando que trazem
“mais-valias aos produtores, melhorando os seus rendimentos”, promovem
“novas oportunidades de negócio” e contribuem para “o crescimento e
modernização da economia local” e para a fixação de população no meio
rural.Por outro lado, sublinhou o Governo
Regional, “em virtude dos controlos efetuados às produções é garantida a
qualidade e genuinidade dos produtos certificados, proporcionando aos
consumidores segurança alimentar, rastreabilidade dos produtos e
sustentabilidade”.Ainda assim, o
executivo, alertou para o facto
de a repartição de rendimentos entre produtores, transformação e
comercialização não ser “proporcional ao esforço colocado na cadeia
pelos vários intervenientes”, considerando que “os produtores, na
generalidade das situações, são os mais afetados”.