Açores passam a ter sete postos de controlo de animais de companhia
24 de jul. de 2025, 09:59
— Rui Jorge Cabral
Os Açores vão passar a ter sete Postos de Entrada de Viajante para o
controlo dos animais de companhia de países terceiros, ou seja, todos os
que não pertencem à União Europeia, sendo este um controlo que já era
feito ao nível aéreo, mas até agora não era feito ao nível marítimo. Os
Postos de Entrada de Viajante vão estar instalados no cais de cruzeiros
de Ponta Delgada, no cais de cruzeiros da Praia da Vitória e nas
marinas de Ponta Delgada, Angra do Heroísmo, Velas, Lajes do Pico e
Horta. Refira-se que m 2024, foram realizados 544 controlos a
animais de companhia no aeroporto de Ponta Delgada e 154 controlos no
aeroporto das Lajes, na Ilha Terceira. “Isso significa que vai ser
feito um controlo ao nível da biossegurança, ao nível, por exemplo, de
doenças como a raiva, ou seja, um controlo físico e documental desses
animais de companhia. Nós vamos estar mais seguros relativamente à
entrada de organismos nocivos na Região Autónoma dos Açores”, afirmou
aos jornalistas o secretário regional da Agricultura e Alimentação.António
Ventura falava ontem em Ponta Delgada, após a assinatura de um
protocolo com a Portos Açores S.A. para a utilização de espaços nas
marinas destinados ao Posto de Entrada de Viajante para controlo da
circulação de animais de companhia sem caráter comercial, provenientes
de países terceiros. Para António Ventura, este controlo é muito
importante na atualidade mundial, marcada por conflitos e por novas
formas de guerra, onde “a biossegurança é fundamental e é isto que os
nossos inspetores vão implementar, sejam os inspetores no âmbito da
veterinária, mas também no âmbito da sanidade vegetal”. Isto porque, alerta o secretário regional da Agricultura e
Alimentação, “a introdução de um organismo nocivo pode ser nefasto para a
saúde humana, trazendo pragas novas para os Açores, que antes não
existiam”.Desta forma, todos os navios, sejam particulares, sejam de
transporte de passageiros, que escalem estes sete Postos de Entrada de
Viajante, vão ser visitados num espaço físico criado para o efeito ou
mesmo no navio. Isto porque, um animal de companhia tem que ter, por
exemplo, um certificado de vacinação quando viaja para outro país. “Não
havendo conformidade documental, que é fundamental, o animal é posto
logo de imediato em quarentena”, afirma António Ventura. Mas como
vai então funcionar este controlo sanitário? “Nós temos inspetores no
âmbito da sanidade animal”, uma equipa de mais de 50 veterinários em
toda a Região, ligados à Secretaria Regional da Agricultura e
Alimentação, que são certificados, “e temos inspetores no âmbito da
sanidade vegetal”, explicou António Ventura, sendo que estes inspetores
“podem ir ao barco, como foi protocolado e têm acesso para isto, ou o
proprietário do animal de companhia conduz o seu animal ao espaço onde
será feito um controlo físico e documental”.