Açores não renovam situação de calamidade um ano após incêndio no HDES
6 de mai. de 2025, 17:00
— Lusa/AO Online
"O que era mais
premente está resolvido. A partir daqui faz-se de acordo com o que está
previsto no código da contratação pública que é compatível com a
urgência e o encurtamento dos prazos necessários”, afirmou José Manuel
Bolieiro.O líder do executivo dos Açores
(PSD/CDS-PP/PPM) falava aos jornalistas na sede da Presidência, em Ponta
Delgada, após uma reunião com a Ordem dos Enfermeiros.Bolieiro
confirmou, assim, que o Governo Regional não vai renovar a situação de
calamidade pública regional ativada após o incêndio de 04 de maio de
2024 no maior hospital dos Açores.“A minha
opção é que no modelo da contratação pública o que está previsto é
suficiente (…) sem necessidade de uma declaração de calamidade e
da aposta em ajustes diretos. Prefiro a contratação pública com base nos
concursos públicos”, defendeu.O
presidente do Governo Regional ressalvou, contudo, que existe “urgência”
em recuperar o Hospital Divino Espírito Santo (HDES), mas disse não ser
necessário “ir além do próprio código da contratação pública”.O
decreto-lei que estabelece “medidas excecionais de contratação pública
aplicáveis aos procedimentos por ajuste direto destinados à formação de
contratos de empreitadas de obras públicas, fornecimento de bens e
aquisição de serviços relacionados com a situação de calamidade” foi
aprovado a 23 de maio de 2024, pelo Governo da República em Conselho de
Ministros.Segundo o documento, publicado
em Diário da República em junho de 2024, os procedimentos de contratação
pública adotados ao abrigo daquele diploma “são exclusivamente
aplicáveis às intervenções necessárias para dar resposta às medidas de
reação diferida quanto aos prejuízos ocorridos, bem como de reparação
dos danos causados no edifício” do HDES.O
decreto-lei dava ainda conta do reconhecimento da “situação de
calamidade pública regional”, na Região Autónoma dos Açores, “pelo
período de um ano, renovável por períodos adicionais de seis meses,
enquanto a necessidade o justificar”, tendo em conta o incêndio.O
hospital de Ponta Delgada, o maior dos Açores, ficou inoperacional a 04 de maio de 2024, após um incêndio que obrigou à transferência de
todos os 333 doentes.