Açores lançam vídeos que apelam à valorização e consumo das produções locais
31 de dez. de 2019, 14:14
— Lusa/AO Online
“O primeiro vídeo a ser exibido pretende
apelar ao consumo de produtos lácteos açorianos e seus derivados,
contribuindo assim para combater campanhas de desincentivo ao consumo de
leite, queijo e outros produtos lácteos”, afirma o secretário regional
da Agricultura e Florestas, João Ponte, citado numa nota enviada hoje
pelo executivo.Além dos lacticínios, João
Ponte explicou que "haverá um vídeo que pretende despertar a consciência
dos agricultores para o uso racional da água nas explorações agrícolas,
contribuindo para uma agricultura cada vez mais sustentável nos Açores,
acrescentando que a agricultura biológica é outra das temáticas em
destaque.Numa região onde se produzem mais
de quatro dezenas de vinhos certificados, de qualidade reconhecida a
nível nacional e internacional, e que tem a Paisagem da Vinha do Pico
classificada como Património Mundial pela UNESCO, o setor vitivinícola
está contemplado com um vídeo específico, onde é feito o apelo ao
consumo daquilo que é “autêntico e genuinamente” açoriano, produzido a
partir de castas tradicionais como o ‘Verdelho’, o ‘Arinto dos Açores’ e
o ‘Terrantez do Pico’.O secretário
regional destacou ainda um vídeo sobre a criptoméria, uma espécie
emblemática da floresta dos Açores que produz madeira com grande
potencial de exportação, com excelente durabilidade, leve, fácil de
trabalhar e com cada vez mais aplicações, que vão desde a construção
civil, a peças de mobiliário, pranchas de surf ou diversos tipos de
embalagens.A nota explica que será ainda
exibido um vídeo relativo ao Chá dos Açores e aos seus benefícios para a
saúde, enquanto o último desta série de vídeos é dedicado ao ananás.João
Ponte salientou que se tratam de vídeos formativos e informativos "de
fácil compreensão", que "relacionam muito a natureza e a qualidade de
vida", apelando "ao contributo que cada um pode dar" para preservar “a
identidade açoriana”. “Ao valorizarmos e
consumirmos aquilo que produzimos, estamos a contribuir para o
desenvolvimento da nossa agricultura, para a diminuição das importações
alimentares, para a criação de riqueza e para o fomento de uma cultura
de orgulho naquilo que é genuinamente nosso”, frisa o secretário
regional da Agricultura e Florestas na mesma nota.