Açores já diagnosticaram quatro casos que tinham sido dados como curados
Covid-19
30 de out. de 2020, 20:00
— Lusa/AO Online
Estas pessoas foram infetadas noutras regiões
ou países e deslocaram-se para os Açores já depois de serem dadas como
curadas, mas ao realizarem novo teste de despiste (obrigatório à chegada
à região, caso não o tenham feito nas 72 horas anteriores, e ao 6.º
dia) voltaram a testar positivo.Questionada
pela Lusa, fonte da Autoridade de Saúde Regional dos Açores, disse,
numa resposta por escrito, que “de acordo com o conhecimento científico
existente à data, pode perdurar carga viral durante meses num organismo,
sem que, no entanto, exista risco de transmissão da infeção”.Estes
casos foram contabilizados no número total de diagnósticos de infeção
pelo SARS-CoV-2 nos Açores, mas não foram considerados casos positivos
ativos e, como tal, não foram obrigados a ficar em isolamento.Segundo
a Autoridade de Saúde Regional, tal acontece “porque existe uma
avaliação médica, documentada e fidedigna, que atesta a sua
recuperação”.“Atendendo a que já foi dado
como recuperado, de acordo com o conhecimento científico existente à
data, pode perdurar carga viral durante meses num organismo, sem que, no
entanto, exista risco de transmissão da infeção”, reiterou.A
mais recente situação deste género foi detetada na quinta-feira, com um
homem de 31 anos, não residente na região, que chegou à ilha do Faial,
proveniente de uma ligação aérea do continente português, e teve
resultado positivo no teste de despiste realizado à chegada.“De
acordo com a prática seguida em situações anteriores, tendo apresentado
documentação comprovativa de infeção e recuperação no país de origem,
não é considerado caso ativo na região”, revelou, na altura, a
Autoridade de Saúde Regional, no seu comunicado diário.Questionada
pela Lusa, fonte da Autoridade de Saúde Regional disse que, desde o
início do surto, já foram detetadas quatro situações deste género nos
Açores.O arquipélago registou até ao
momento 384 casos de infeção por SARS-CoV-2, tendo ocorrido 16 óbitos e
235 recuperações. Outras 49 pessoas abandonaram os Açores, antes de
serem dadas como curadas, de acordo com os critérios da região. Atualmente,
contabilizam-se 80 casos positivos ativos, dos quais 64 na ilha de São
Miguel, nove na ilha Terceira, dois na ilha do Pico, dois na ilha do
Faial, um na ilha Graciosa, um na ilha de Santa Maria e um na ilha das
Flores.O boletim diário da Direção-Geral da Saúde mais recente refere, no entanto, apenas 366 casos diagnosticados no arquipélago.Questionada
sobre esta disparidade, a Autoridade de Saúde Regional reafirmou que
devem ser tidos em conta os números divulgados na região.“São
critérios diferentes no registo de casos. Por isso, é essencial que
consultem e tomem como fonte de verdade os dados reportados pela
Autoridade de Saúde Regional”, sublinhou.