Açores investem perto de 900 mil euros em casas de acolhimento de crianças e jovens
7 de out. de 2022, 15:12
— Lusa/AO Online
“Na
totalidade, foram cerca de 900 mil euros na melhoria das condições de
acolhimento das nossas crianças e jovens mais frágeis. Estes são
investimentos nas pessoas e no bem-estar social, mas são também
investimentos que zelam pela sustentabilidade financeira das
instituições sociais, que deixam assim de suportar os custos associados
ao arrendamento de imóveis”, avançou o vice-presidente do Governo
Regional (PSD/CDS-PP/PPM), que tutela a área da Solidariedade Social.Artur
Lima falava, em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, na cerimónia de
inauguração da casa de acolhimento do Grupo Social de Santo Agostinho.Criada
em 2016, esta casa de acolhimento ocupava um espaço que não era
propriedade da Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) e
que “necessitava de obras urgentes de manutenção e adaptação”.O executivo açoriano adquiriu a nova casa por 305 mil euros, financiando também as obras de adaptação em 27 mil euros.“O
Governo não teve e eu não tive hesitação em apoiar o Grupo Social de
Santo Agostinho na aquisição deste imóvel, que recebe a partir de hoje a
valência de acolhimento residencial, tendo capacidade para 12 crianças e
jovens, com idades compreendidas entre os zero e os 25 anos”, salientou
Artur Lima.Esta é a terceira casa de acolhimento adquirida pelo Governo Regional, nos últimos dois anos.Em
2021, o executivo investiu 307 mil euros na aquisição de um imóvel para
a Casa de Providência de São José, no concelho da Calheta, a única
resposta deste género existente na ilha de São Jorge.Já
em 2022, o Governo Regional adquiriu as novas instalações da casa de
acolhimento residencial da Santa Casa da Misericórdia da Praia da
Vitória, num montante de 240 mil euros.Segundo
o presidente da direção do Grupo Social de Santo Agostinho, Márcio
Rocha, a criação da casa de acolhimento foi um desafio, mas passados
seis anos o balanço “não podia ser mais positivo”.“Em
2016, foi-nos colocado o desafio, pela tutela da altura, de assumirmos,
pela primeira vez, a gestão de uma casa de acolhimento de crianças e
jovens. A inexperiência e o receio de em causa estar uma valência e um
público com o qual nunca havíamos trabalhado não nos impediu de
aceitarmos esta proposta”, adiantou.Para
além da casa de acolhimento residencial, hoje inaugurada, o Grupo Social
de Santo Agostinho tem a “área forte, cuja intervenção decorre junto de
crianças com necessidades educativas especiais, e o centro de
acolhimento familiar e aconselhamento parental, que tem por objetivo
diagnosticar, prevenir e reparar situações de risco psicossocial das
famílias, visando a especial proteção das crianças e jovens”.