Açores estudam hipótese de construir hospital modular em Ponta Delgada
16 de mai. de 2024, 16:03
— Lusa/AO Online
"O
posto médico avançado será otimizado e não descuramos de todo a
necessidade de ter um hospital de campanha, sendo certo que será uma
situação transitória e, em cima da mesa, está a possibilidade de
avançarmos com a construção de um hospital modelar em terrenos contíguos
ao hospital de Ponta Delgada", disse Mónica Seidi.A
secretária regional, que falava após a primeira reunião do grupo de
trabalho criado para avaliar danos no Hospital do Divino Espírito Santo
(HDES), que sofreu um incêndio no dia 04 e ficou inoperacional, explicou
que o hospital modular, a ser criado, permitirá que haja "uma situação
transitória de restabelecimento de serviços mais especializados"."É
uma possibilidade que o Governo está a analisar", sublinhou,
acrescentando que o hospital modular, um modelo usado por altura da
pandemia de covid-19, será para uma "área mais clínica", mas "não vem
substituir em nada a projeção" que se pretende em termos de intervenção
no HDES.Por outro lado, a secretária
Regional da Saúde do Governo de coligação PSD/CDS-PP/PPM adiantou que
vai ser aumentada a capacidade do “Posto Médico Avançado, instalado no
Pavilhão Carlos Silveira, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel.Segundo Mónica Seidi, o espaço tem atualmente entre 30 a 34 camas e haverá um reforço de mais 30.A
titular pela pasta da Saúde nos Açores sublinhou ainda que, devido ao
incêndio na maior unidade de saúde dos Açores, tem sido feita uma
"reorganização diária".O hospital de Ponta
Delgada "tem capacidade para cerca de 400 camas e, neste momento, não
há essa capacidade instalada na ilha”, apesar de “toda a abertura das
mais diversas instituições para que se adaptassem serviços e se
montassem camas de internamento e enfermarias”, sustentou.Mónica
Seidi adiantou também que há a possibilidade de na Clínica do Bom
Jesus, em Ponta Delgada, serem realizadas cirurgias, uma vez que a
instituição disponibilizou "duas salas de bloco operatório"."Não
temos uma estrutura física única que substitua o Hospital do Divino
Espírito Santo e vamos ter, de forma faseada, pensar como é que iremos
desenvolver a atividade", reforçou.A
secretária regional garantiu também que o hospital CUF, localizado na
Lagoa, na ilha de São Miguel, disponibilizou "duas salas para que os
profissionais do hospital de Ponta Delgada possam fazer cirurgias" na
unidade de saúde privada."Temos recebido
da parte do grupo CUF toda a disponibilidade e o grupo decidiu que nos
primeiros dez dias após o incêndio não cobrará qualquer tipo de valor
aos doentes do Serviço Regional de Saúde que foram atendidos no
hospital, nem às equipas do hospital de Ponta Delgada", revelou Mónica
Seidi. Na segunda fase, será feita um acordo entre a secretaria Regional da Saúde com o
grupo CUF para que se possa encontrar uma forma de cobrar os custos,
acrescentou.