Açores estão a desenvolver metas para a redução de gases com efeitos de estufa
15 de nov. de 2021, 10:58
— Lusa/AO Online
“Nós
estamos a desenvolver exatamente uma política e um modelo de
investimento público capaz de definir objetivos e definir as nossas
próprias metas [ambientais] até porque há, por inteligência da aplicação
dos fundos comunitários, esta exigência”, declarou, no domingo,
Bolieiro aos jornalistas.O líder do
executivo açoriano de coligação PSD, CDS-PP, PPM falava nas Lajes das
Flores após a sessão do Fórum Autonómico sobre desenvolvimento
sustentável.A iniciativa decorreu integrada na visita estatuária do Governo dos Açores à ilha das Flores, no grupo ocidental do arquipélago.Questionado
acerca de um prazo para apresentação das metas ambientais a fixar pela
região, José Manuel Bolieiro referiu apenas que os membros do governo
"estão empenhadíssimos" na "construção das mesmas".“Somos
um ativo muito positivo e um bom exemplo para o mundo de uma economia
descarbonizada e até mesmo com a capacidade de captura de carbono que
poucos têm no mundo”, assinalou.E reforçou: “Nós não podemos ficar satisfeitos apesar de ser elemento de satisfação o nosso legado [ambiental]”.A
oradora do Fórum Autonómico, a engenheira agrónoma Joana Borges
Coutinho, defendeu que os Açores já deviam ter fixado metas para a
redução de gases com efeitos de estufa.A
especialista em políticas de Desenvolvimento Sustentável lembrou que o
Governo da República já fixou metas nacionais, tal como a União
Europeia, que pretende, por exemplo, atingir a neutralidade carbónica em
2050.“Precisamos medir e recolher dados.
Precisamos de saber onde estamos, quanto é que emitimos, para sabermos
quão depressa podemos reduzir essas emissões”, afirmou aos jornalistas,
referindo-se à situação no arquipélago.Borges
Coutinho salientou ser “preciso agir agora” quando questionada sobre se
a região já vai atrasada na definição das metas para a redução de
emissões.“Há um ditado que diz que a
melhor altura para plantar uma árvore de frutos é há 20 anos atrás. A
segunda melhor altura é agora”, salientou.Joana
Borges Coutinho disse não existir “razão nenhuma” para os Açores “não
serem líderes” ao nível internacional no combate às alterações
climáticas.“Temos de acelerar e temos de
agir. Está na altura de parar de falar e de começar a agir. É isso que
se exige, não só a esse executivo [açoriano], mas a todos os executivos
no mundo”, apontou.O Governo dos Açores iniciou no domingo uma visita estatutária à ilha das Flores.