Açores esperam que República lance rapidamente concurso para rotas não liberalizadas
25 de out. de 2023, 10:48
— Lusa/AO Online
Berta
Cabral, citada numa nota publicada no ‘site’ do Governo Regional, espera que o Governo da República “não demore muito
tempo a lançar o concurso para as obrigações do serviço público de
transporte aéreo com a região”.“A verba já
foi aprovada em Conselho de Ministros. O que agora esperamos é que o
Governo da República lance rapidamente o concurso para as rotas não
liberalizadas. É o Grupo SATA que faz as ligações aéreas com o exterior
do arquipélago e não as pode fazer sem ser ao abrigo das obrigações do
serviço público”, apontou.O Conselho de
Ministros autorizou, na segunda-feira, a despesa de 45 milhões de euros
para a prestação de serviço público nas rotas com os Açores não
liberalizadas, segundo uma resolução publicada em Diário da República.Em
causa estão as rotas Lisboa/Horta/Lisboa, Lisboa/Santa Maria/Lisboa,
Lisboa/Pico/Lisboa e Funchal/Ponta Delgada/Funchal, sendo que o período
de concessão é de cinco anos, de acordo com a resolução do Conselho de
Ministros n.º 130/2023.Todas estas
‘gateways’ com os Açores têm a particularidade de não estarem
liberalizadas, sendo que tem sido o Grupo SATA, através da Azores
Airlines, a assegurá-las em regime de prestação de serviço público.A
secretária Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas afirmou no
comunicado que “finalmente o Governo da República decidiu autorizar a
despesa de 45 milhões de euros para a prestação de serviço público nas
rotas não liberalizadas com os Açores, depois de um esforço intenso e
continuado por parte do Governo Regional para que isso acontecesse”.Segundo
Berta Cabral, “a SATA está a aguardar há muito tempo por essas
compensações e não pode estar a fazer viagens e rotas deficitárias,
porque está num processo de reestruturação apoiado pela União Europeia e
está proibida de o fazer”.A governante
reafirmou que as obrigações de serviço público com as rotas não
liberalizadas dos Açores (Santa Maria, Pico e Faial) são obrigação do
Governo da República, de acordo com o princípio da continuidade
territorial, adiantando que “esta tem sido uma das maiores preocupações
do Governo dos Açores” relativamente aos transportes aéreos.“É
com satisfação que verificamos que o Governo da República acolheu
contributos nossos para enriquecer os termos em que as obrigações de
serviço público são prestadas, por exemplo, reforçando a conectividade
externa com a ilha Terceira, através da ligação ao Funchal”, assinalou.De
acordo com a resolução do Conselho de Ministros, persistem
“dificuldades de acessibilidade dos residentes e estudantes da Região
Autónoma dos Açores, que justificam a garantia da continuidade dos
serviços aéreos regulares por forma a diminuir o distanciamento
económico e social em prol do interesse público em geral, e daquela
região insular em particular”.O Conselho
de Ministros estabeleceu que os encargos previstos “não podem exceder”
em 2024 o valor de 6,7 milhões de euros, no ano seguinte nove milhões e
em 2026 igual montante.Para 2027 e 2028, estão previstos igualmente nove milhões de euros em cada ano e, em 2029, último ano, 2,2 milhões.