Açores e Marinha com protocolo para aumentar capacidade de fiscalização da pesca
19 de nov. de 2024, 10:32
— Lusa/AO Online
“Aproveitando
os fundos comunitários, desde logo o Mar 2020 e futuramente o Mar 2030,
[estamos a] garantir um reforço de capacidade instalada para a
fiscalização e monitorização e controlo das pescas”, afirmou José Manuel
Bolieiro.O chefe do Governo Regional falava na sede da Presidência, em Ponta Delgada, após a
assinatura de um protocolo com a Marinha e a Autoridade Marítima
Nacional sobre utilização dos sistemas de controlo, inspeção e
vigilância da pesca.“Desde há muito tempo
que a Federação das Pescas, os armadores e os pescadores querem que a
fiscalização possa ser mais efetiva e com isso se possa assegurar, no
quadro da legalidade, a atividade das pescas e o uso marítimo”,
salientou José Manuel Bolieiro.O
presidente do executivo dos Açores adiantou ainda que o protocolo vai
“permitir que algumas infraestruturas” do Governo Regional possam ser
instaladas em “infraestruturas que estão no domínio da Marinha e da
Autoridade Marítima”.“Foi recente a
definição das áreas marinhas protegidas, mas, a par da definição e
futura gestão e implementação dessas áreas, no quadro geral importa ter
meios suficientes para uma cabal inspeção para o controlo das pescas”,
reforçou, referindo-se à aprovação na Assembleia Regional, a 17 de
outubro, da criação de áreas marinhas protegidas em 30% do mar do
arquipélago, por proposta do governo açoriano.Por
sua vez, o comandante da Zona Marítima dos Açores, Paulo Conceição
Lopes, elogiou o acordo com o executivo regional que vai permitir a
“partilha de infraestruturas, dados e informação”.“A
Marinha vai disponibilizar infraestruturas na Região Autónoma dos
Açores para poder ser instalado um conjunto de sistemas que permitirão o
controlo, a inspeção e vigilância dos espaços marítimos da região”,
explicou.Paulo Conceição Lopes adiantou
também que, além de assegurar o “cumprimento das leis no espaço
marítimo”, a cooperação visa “aumentar a informação disponível” para
“salvaguardar a vida humana no mar” e “combater a poluição”.“Este protocolo permite-nos cumprir melhor a nossa missão”, salientou.