Açores e Madeira saúdam reconhecimento da importância das RUP pela UE
28 de out. de 2017, 10:56
— Lusa/AO Online
Em declarações à Lusa no final da reunião celebrada em Caiena, o
presidente do Governo regional da Madeira, Miguel Albuquerque, e o
secretário regional para as Relações Externas dos Açores,
Rui Battencourt, disseram também esperar que esse reconhecimento,
vincado pelas presenças e declarações de Jean-Claude Juncker e Emmanuel
Macron, tenham reflexos no quadro financeiro da UE pós-2020,
considerando essencial que haja uma aposta forte na política de coesão. Miguel
Albuquerque considera que houve "uma inversão do discurso", dado as RUP
já não serem vistas como "as regiões pobres que estão sempre a precisar
da União Europeia", tendo passado a ser encaradas como "decisivas e
fundamentais para a própria UE e afirmação geopolítica da UE no mundo". Segundo
o presidente do Governo regional, aquilo que "começou a ser falado
aquando da presidência da Madeira" da Conferência da RUP foi "agora
interiorizada no próprio discurso de Macron" "A projeção
geopolítica da UE através das suas RUP é fundamental; já o é no presente
e no futuro será muito mais. A Europa está presente de forma ativa no
Atlântico, nas Caraíbas, no Índico, na América Central", e isso dá não
só uma dimensão geopolítica da maior grandeza à UE, como também lhe
confere uma enorme biodiversidade e uma grande plataforma marítima",
apontou. Rui Bettencourt também saudou os discursos de Macron e
Juncker, ao reconhecerem "aquilo que as RUP têm defendido: dão uma
dimensão mundial à Europa, tornando-a mais forte, mais interessante,
economicamente mais apetecível e culturalmente mais rica". Segundo
o secretário regional para as Relações Externas, este reconhecimento
"dá ideia que vamos partir para uma nova estratégia, mais reforçados, e
com um papel mais interessante a desempenhar no mundo". "Tudo
isto dá-nos grande alento. Temos realmente esta visão que ficou muito
mais forte agora e penso que demos um grande passo hoje, provavelmente
histórico. A História o dirá", afirmou.