Açores detetaram 45 casos de infeção com a variante Ómicron
Covid-19
23 de dez. de 2021, 11:42
— Lusa/AO Online
“Ainda não é
prevalente, mas a tendência é que seja conforme aconteceu com todas as
outras variantes”, afirmou o titular da pasta da Saúde nos Açores,
Clélio Meneses, numa conferência de imprensa, em Angra do Heroísmo.Segundo
o secretário regional, os Açores têm atualmente 479 casos ativos de
infeção, “dos quais 45 da nova variante”, e a ilha de São Miguel
“representa cerca de 80% dos novos casos”.“Desde
o início do mês, tivemos nos Açores 724 novos casos confirmados, sendo o
maior aumento na última semana, em que se verificou a ocorrência de 378
casos”, revelou.Segundo Clélio Meneses,
este aumento era “previsível”, tendo em conta a evolução da pandemia a
nível mundial e a existência de “uma nova variante com um elevado grau
de transmissibilidade”.“A perspetiva é de
que, conforme aconteceu no resto do mundo, na Europa e a nível nacional,
as próximas semanas sejam semanas intensas de casos”, admitiu,
acrescentando que o impacto será maior ou menor “consoante o
comportamento de cada um”.As faixas
etárias entre os zero e os 10 anos, entre os 31 e os 40 anos e entre os
41 e 50 anos são as que apresentam “maiores taxas de incidência, a
rondar cada uma delas 20%”.“Felizmente, a
partir dos 70 anos temos tido taxas entre 1 e 2%, derivado ao sucesso do
processo vacinal na Região Autónoma dos Açores”, salientou o
governante.Clélio Meneses indicou ainda
que 84% da população tem vacinação completa contra a covid-19,
acrescentando que a taxa de positividade é elevada entre as pessoas que
não estão vacinadas.“Havendo cerca de 15%
de açorianos não vacinados, a taxa de casos positivos não vacinados no
último mês representa 42%, o que diz bem da importância da vacinação”,
apontou.O impacto da vacinação é
verificado também na severidade da doença e na necessidade de
internamento, segundo o secretário regional da Saúde.“Dos
dois doentes nos Açores em unidade de cuidados intensivos, um é não
vacinado e o outro tem um conjunto severo de comorbilidades e um
processo infeccioso profundo que não tem diretamente relação com covid”,
afirmou.Quanto aos outros oito doentes
internados em enfermaria, Clélio Meneses disse que cinco não estão
vacinados e, dos três vacinados, dois estão internados por outros
motivos e um está em “situação moderada”.O
titular da pasta da Saúde nos Açores apelou ao cumprimento das normas
de contenção da pandemia de covid-19, mas rejeitou “alarmismos”.“Não
devemos ser alarmistas, nem podemos ser desleixados. O ponto de
equilíbrio entre o alarmismo e o desleixo é a responsabilidade. Cada um
de nós é o principal agente de combate à pandemia”, frisou.“A
pandemia ainda não acabou. A situação dos Açores é significativamente
melhor do que no resto do país, na Europa e no mundo, mas não podemos
ser negligentes. É essencial mantermos atenção, cuidado e respeito”,
acrescentou.