Açores dão formação a migrantes para colmatar falta de mão-de-obra no turismo
29 de jan. de 2025, 16:33
— Lusa/AO Online
“O
processo foi conduzido em articulação com a AVEA - Associação para a
Valorização Económica dos Açores e vai abranger, numa primeira fase, 15
formandos”, adiantou o executivo açoriano em comunicado.A
formação vai ser promovida através das secretarias regionais do
Turismo, Mobilidade e Infraestruturas e dos Assuntos Parlamentares e
Comunidades e o Turismo de Portugal.O
Governo Regional dos Açores adianta tratar-se de um investimento
“suportado pelo Turismo de Portugal no valor de 70.700 euros, que surge
no âmbito do Programa de Formação e Integração de Migrantes para o Setor
do Turismo”.A iniciativa resulta de uma
parceria entre o Turismo de Portugal, através da Rede de Escolas de
Hotelaria e Turismo, a Agência de Integração de Migrações e Asilo (AIMA)
e a Confederação do Turismo de Portugal (CTP), que visa o
“desenvolvimento de programas de formação/emprego, para acolhimento,
qualificação e integração profissional de migrantes e beneficiários de
proteção internacional em Portugal”, lê-se.O
programa, apresentado como sendo “um instrumento de resposta aos
desafios do talento e dos movimentos migratórios”, prevê, além da
formação dos migrantes, uma ação dirigida aos profissionais das
empresas, “para maximizar o sucesso da integração”.A
formação será assegurada pelas 12 Escolas do Turismo de Portugal e, no
caso dos Açores, será ministrada na Escola de Formação Turística e
Hoteleira. Tem a duração de três meses e o estágio será realizado numa
empresa durante um mês, num total de 160 horas.Segundo
a nota do executivo açoriano, através da parceria entre o Turismo de
Portugal, a AIMA e a CTP, pretende-se o desenvolvimento de programas de
formação/emprego, “para acolhimento, qualificação e integração
profissional de migrantes e beneficiários de proteção internacional em
Portugal”.A nível nacional participam na
mesma formação um total de mil migrantes, sendo que todos os
interessados na ação “devem ter a sua situação regularizada”.Em
fevereiro de 2024, em resposta por escrito a questões colocadas pela
Lusa, a presidente da Associação de Hotelaria, Restauração e Similares
de Portugal (AHRESP) nos Açores assinalou que “a falta de mão-de-obra na
restauração e hotelaria continua a ser um problema", com maior
incidência nos meses de época alta.Segundo
Cláudia Chaves, "há uma grande necessidade de mão-de-obra qualificada.
Os pedidos para preenchimento de vagas, por parte dos empresários,
continuam a aparecer e não estão a ser satisfeitos na sua totalidade".A
AHRESP defendeu, entre outras medidas, a criação de programas de apoio à
integração de imigrantes, com apoios às rendas para habitação e acesso a
cursos de formação que permitam "aumentar a qualificação e valorizar as
profissões".