Açores criam grupo de trabalho para publicar obra completa de Mota Amaral
13 de abr. de 2023, 11:58
— Lusa/AO Online
A
publicação refere que Mota Amaral é “autor de livros, capítulos de
livros, artigos e demais escritos que, atualmente, se encontram
dispersos, ou indisponíveis, mas que, pela sua reconhecida importância
social e cultural para a Região Autónoma dos Açores, cumpre reunir,
organizar e, posteriormente, publicar”.“Considerando
a importância da organização e compilação do espólio documental de João
Bosco Mota Amaral, tarefa que impõe alocação exclusiva de recursos, já
que aos serviços existentes não é possível assegurar, por si, cumpre
proceder à criação de um Grupo de Trabalho especialmente dedicado à
‘Obra Completa de João Bosco Mota Amaral’”, descreve-se no Jornal
Oficial da região.O objetivo daquele grupo
de trabalho é a “publicação dos escritos e obras daquele autor que se
revelam da maior importância social e cultural para a Região Autónoma
dos Açores”.O grupo de trabalho é
coordenado por Carlos Amaral, Catedrático da Universidade dos
Açores, detentor da Cátedra Jean Monnet da academia açoriana e membro do
Centro de Estudos Humanísticos da mesma universidade.Compõem
ainda a equipa Isabel Iva Matos Cogumbreiro Garcia, diretora da
Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada; João Paulo
Constância, diretor do Museu Carlos Machado; Elisabete Raposo, da
Comissão Coordenadora para os Arquivos da Região Autónoma dos Açores, a
quem é confiada a organização do Arquivo da Presidência do Governo
Regional; e Odília Gameiro, chefe de Divisão de Arquivos da Biblioteca
Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada.O
grupo de trabalho “conta com o apoio direto de João Bosco Mota Amaral”,
acrescenta a publicação, indicando que a equipa não aufere de “qualquer
remuneração adicional” e “termina as suas funções 24 meses após a data
da sua constituição, podendo, por circunstâncias fundamentadas, ser
prorrogado”.O despacho assinala que João
Bosco Mota Amaral “é, indubitavelmente, uma figura incontornável e da
maior relevância para a memória da vida social, económica e política
contemporânea da Região Autónoma dos Açores, assim como do processo
autonómico, atendendo à sua participação ativa na definição e redação
dos preceitos da Autonomia Política e Administrativa”.O
documento relembra que exerceu o cargo de deputado à Assembleia
Constituinte, de primeiro Presidente do Governo Regional dos Açores, de
deputado à Assembleia da República, de Presidente da Assembleia da
República e de Conselheiro de Estado, “entre outros da mais alta
relevância e distinção”.