Açores criam Conselho para o Estudo das Potencialidades Geopolíticas
21 de abr. de 2023, 14:39
— Lusa
O
diploma foi aprovado com 24 votos a favor do PS, 21 do PSD, dois do
CDS-PP, dois do PPM, um do Chega, um da IL, um do PAN e um do deputado
independente, tendo tido dois votos contra do BE, durante o plenário do
parlamento açoriano, que está a decorrer na Horta.Na
apresentação do diploma, o presidente da Comissão Eventual para o
Aprofundamento da Autonomia, o socialista Francisco Coelho, avançou que a
criação daquele “órgão qualificado e consultivo” partiu do CDS-PP.“[Trata-se
de] criar um órgão qualificado e consultivo de apoio em colaboração com
os órgãos de governo própria da região ao nível da geoestratégia e
geopolítica. Pensamos que esse órgão, tal como acabou por ficar
configurado, será útil e uma mais-valia para o nosso sistema
autonómico”, afirmou.O presidente do
Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM) defendeu a importância do futuro
órgão, que vai potenciar a “massa crítica instalada nos Açores”,
destacando a importância geoestratégica do arquipélago para a “economia
do futuro”.“Se associarmos ao nosso
território as componentes marítimas e espacial muda de figura, de forma
radical, a dimensão dos Açores e a sua importância. E se juntamos as
competências científica, tecnológica e de investigação mais impacto os
Açores têm quanto ao futuro”, afirmou José Manuel Bolieiro.Segundo
o decreto legislativo regional aprovado, o G2A “tem por missão o
aconselhamento dos órgãos de governo próprio da Região Autónoma dos
Açores nas componentes geopolítica e geoestratégica, nomeadamente quanto
à adoção de políticas que revertam em mais-valias económicas,
financeiras, científicas e sociais para região”.O
Conselho pode ainda emitir pareceres sobre as parcerias nacionais e
internacionais de investimento que permitam aos Açores “rentabilizar os
seus ativos” e “apresentar propostas, justificando, cenários de evolução
das políticas internacionais, com avaliação dos pontos fortes e dos
pontos fracos de determinada geopolítica”.O
G2A vai ser presido pelo presidente da Assembleia Regional e composto
por um membro do Governo dos Açores, um representante de cada partido
político com assento parlamentar, um representante da Universidade dos
Açores e cinco personalidades de “reconhecido mérito” a eleger pelo
parlamento regional.