Açores completam vacinação a maiores de 60 anos na próxima semana
Covid-19
13 de mai. de 2021, 17:57
— Lusa/AO Online
“Na
próxima semana, ficarão [vacinados] todos com idade igual ou superior a
60 anos”, disse o secretário regional da Saúde e Desporto, Clélio
Meneses, numa conferência de imprensa, em Angra do Heroísmo.Segundo
o governante, até ao final desta semana, deverão ficar vacinados todos
os açorianos com mais de 63 anos (excluindo os que recusaram a vacina),
estando prevista uma evolução semanal “de forma estratificada”.“Até
aos 63 anos esta semana, até aos 60 na próxima semana e, na semana
seguinte, esperemos chegar aos 55 anos”, salientou, acrescentando que
continuam também a ser vacinadas as pessoas com determinadas patologias e
de determinados setores de atividade.Foram já administradas nos Açores 91.979 doses de vacinas contra a Covid-19 a 60.703 pessoas, das quais 31.276 com duas doses.“Este
processo já está em ritmo bastante acelerado. Ainda ontem, em São
Miguel, foram vacinadas 1.273 pessoas. É um número bastante
significativo. Passamos a casa dos 1.000 já de forma regular”, salientou
Clélio Meneses.O governante disse que os
Açores estão a entrar num “momento decisivo de combate à pandemia”, com
um incremento da vacinação, mas apelou à adesão da população.“A
taxa de recusa depende de ilha para ilha. Temos informação de que na
faixa etária que está a ser vacinada na vila de Rabo de Peixe houve uma
taxa de recusa significativa. São taxas de recusa preocupantes, na
medida em que é um meio de proteção que não é aproveitado para podermos
combater a pandemia”, frisou.Questionado
sobre o facto de o arquipélago da Madeira, que tem uma população
semelhante à dos Açores, já ter administrado 112.364 doses de vacinas
contra a covid-19, o governante disse que o processo nos Açores “tem uma
complexidade diferente”.“A Madeira é uma
única ilha em que o processo é administrado de uma forma mais facilmente
homogénea. Os Açores são nove ilhas com diferentes processos, ao nível
daquilo que é o envio das vacinas, a administração das vacinas, os
recursos disponíveis em cada ilha e agora com esta necessidade que temos
tido de homogeneizar etariamente a vacinação”, justificou.“Algumas
ilhas reduziram a velocidade da vacinação, no sentido de equilibrarmos
para que todas elas tenham as vacinas adequadas àquilo que são as
necessidades e as vulnerabilidades que são um critério fundamental para a
vacinação”, acrescentou.Clélio Meneses
anunciou ainda que Pedro Monjardino, licenciado em Direito,
“com vasta experiência em processos complexos de administração e gestão
logística a nível internacional, na área dos transportes e na área da
saúde” será contratado, através de uma “prestação de serviços”, como
coordenador logístico do processo de vacinação.“Tendo
em conta o número de vacinas que estão a chegar, a intensidade, a
exigência e a complexidade do processo em nove ilhas, é preciso que haja
uma pessoa com experiência na área que trate só disto”, justificou.Questionado
sobre o custo desta contratação, o secretário regional da Saúde disse
que o vencimento terá um “valor aproximado” ao do presidente da Comissão
Especial Acompanhamento da Luta Contra a Pandemia, acrescentando que
será “seguramente muito menos do que os três milhões de máscaras que
estão fechadas no armazém”, referindo-se a material de proteção
individual adquirido pelo anterior executivo com defeitos.Natural
da ilha Terceira, Pedro Monjardino foi diretor do projeto de
implementação de um serviço regular de transporte marítimo entre os
portos de Moçambique e representante da organização não
governamental Médicos do Mundo no mesmo país.