Açores com projeto-piloto para reforçar resposta da Saúde em situações de emergência e catástrofe
Hoje 15:57
— Lusa/AO Online
Segundo um comunicado do
Governo Regional, a secretária regional da Saúde e
Segurança Social, Mónica Seidi, determinou, através de despacho
publicado na segunda-feira em Jornal Oficial, “a criação de um grupo de
trabalho para o desenvolvimento do projeto-piloto ‘Walking Blood
Banks’”.O projeto-piloto é “uma iniciativa
inovadora que visa reforçar a capacidade de resposta do Serviço
Regional de Saúde em situações de emergência e catástrofe, inspirada em
modelos já estudados e implementados a nível internacional,
designadamente em contextos militares e de resposta a emergências em
territórios remotos”.“Este projeto
representa um passo decisivo no reforço da resiliência do nosso sistema
de saúde, particularmente num território arquipelágico como os Açores,
onde os constrangimentos logísticos podem comprometer a resposta em
tempo útil”, afirma Mónica Seidi, citada na nota.O
executivo açoriano adianta que o projeto-piloto será implementado nas
ilhas Graciosa, Flores e Santa Maria, “através da constituição de bolsas
locais de dadores de sangue previamente identificados, avaliados e
acompanhados”.“Em caso de necessidade,
estes dadores poderão ser rapidamente mobilizados para comparecer nas
respetivas Unidades de Saúde de Ilha, assegurando uma resposta célere,
segura e eficaz em cenários de emergências, como acidentes ou outro tipo
de trauma”, adianta.De acordo com Mónica
Seidi, o objetivo é garantir que “mesmo em cenários de exceção” se
consegue “assegurar a disponibilidade de sangue de forma rápida e
segura, salvaguardando vidas e reduzindo a dependência de fatores
externos”.Com a medida, o Governo dos
Açores garante que “reforça o seu compromisso com a segurança, a
qualidade e a capacidade de resposta do Serviço Regional de Saúde,
promovendo soluções inovadoras adaptadas à realidade insular”.Segundo
o despacho de Mónica Seidi, o projeto-piloto justifica-se “considerando
que as calamidades e as catástrofes naturais constituem fenómenos
recorrentes no arquipélago dos Açores, ocorrendo frequentemente sem
aviso prévio e sendo agravados pela vulnerabilidade inerente à sua
condição arquipelágica, tornando-se imperativo reforçar a resiliência
dos serviços de saúde e assegurar uma resposta célere e eficaz em
situações de exceção”.Além disso, é
acrescentado, a Direção Regional da Saúde está a estruturar “a
implementação de um projeto-piloto destinado a mitigar o impacto desses
eventos na população, assegurando a disponibilidade local de sangue
total e respetivos derivados para utilização em situações clínicas
emergentes e em cenários de catástrofe, independentemente de
constrangimentos logísticos e/ou meteorológicos”.O
grupo de trabalho criado pelo despacho da titular da Saúde nos Açores
integra representantes de diversas entidades com competências técnicas e
operacionais na área, designadamente o Instituto Português do Sangue e
da Transplantação, o Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos
Açores, a Direção Regional da Saúde e os três hospitais da região -
Hospital do Divino Espírito Santo de Ponta Delgada, Hospital de Santo
Espírito da Ilha Terceira e Hospital da Horta.Entre
as principais competências do grupo estão a definição dos critérios de
seleção e mobilização de dadores, a criação de protocolos clínicos e
operacionais, a elaboração de um guia técnico operacional e o
estabelecimento de mecanismos de monitorização e avaliação do projeto.O
grupo de trabalho terá caráter temporário e fará o acompanhamento de
todas as fases do projeto-piloto até à implementação, sendo que
posteriormente será avaliada a eventual extensão do modelo às restantes
ilhas do arquipélago, adianta ainda o Governo Regional.