Açores com praça no Brasil em homenagem aos açorianos emigrantes
Hoje 14:53
— Lusa
Na
inauguração, o secretário regional dos Assuntos Parlamentares e
Comunidades, Paulo Estêvão, recordou a “resiliência dos primeiros
colonizadores que, oriundos de nove ilhas isoladas descobertas em 1427,
atravessaram o Atlântico para desbravar terras, implementar a
agricultura e as pescas, e disseminar a sua profunda fé, nomeadamente
através do Divino Espírito Santo”."Onde os
açorianos chegaram, e chegaram a muitos sítios, tinham esta resiliência
de conseguir desbravar as terras e pôr as terras a produzir", afirmou o
secretário regional, citado em nota de imprensa do executivo açoriano.Na
cerimónia esteve presente o governador local Carlos Brandão, que
considerou que a obra “corrige uma lacuna histórica no reconhecimento
das origens da capital”.“Hoje, prestamos
essa homenagem para fazer justiça às pessoas que vieram aqui e nos
ajudaram a fundar a nossa ilha de São Luís. Faltava essa homenagem aos
açorianos que ficaram na região do Desterro e que, agora, estão
representados", disse.O novo espaço,
executado pela Agência Executiva Metropolitana (Agem) em articulação com
representantes açorianos, constitui um “polo de valorização histórica,
turística e de lazer”.A Praça dos Açores
integra um memorial, a inscrição com os nomes das nove ilhas no
pavimento, um portal com os nomes de açorianos que ajudaram a fundar a
cidade, como Simão Estácio da Silveira, que liderou a ida de famílias em
1615, e dez painéis artísticos, de argila em baixo-relevo incisivo, da
autoria de Eduardo Sereno.A emigração
açoriana para o Brasil, de forma predominante nos séculos XVIII e XIX,
foi motivada por crises económicas e erupções vulcânicas.Milhares de casais radicaram-se de forma particular no Sul, em Santa Catarina e Rio Grande do Sul, e Rio de Janeiro.