Açores com novo ecossistema digital para administração pública
14 de out. de 2022, 14:10
— Lusa/AO Online
“Uma
opção pela transição digital reduzirá cada vez mais custos de
contextos, tornando a administração pública e os serviços mais rápidos,
menos burocráticos, reduzindo custos de tempo de espera para os cidadãos
e as empresas”, afirmou.O líder do
executivo regional (PSD/CDS-PP/PPM) falava na cidade da Lagoa numa
conferência sobre governança inteligente, organizada por ocasião dos 25
anos da empresa Globaleda.O chefe do
governo açoriano avançou que está a ser implementada na administração
pública regional uma ‘cloud’ privada, designada Azores Cloud, que
“pressupõe a plena integração com partilha permanente” e em tempo real
de informação através de um repositório único.“A
cloud privada Azores Cloud será uma infraestrutura basilar suportada em
dois ‘data center’ [centro de processamento de dados] de última
geração: um em Angra do Heroísmo, outro em Ponta Delgada. É o
desenvolvimento de um novo ecossistema digital de serviços da
administração pública”, realçou.Bolieiro
insistiu que o Governo Regional quer “passar das palavras à ação” para
garantir a “transformação e transição digital” na região.“A
transformação e a transição dos serviços públicos é uma exigência da
administração pública e é uma opção do Governo dos Açores para com
modernidade, com celeridade e democratização pôr a administração ao
serviço das pessoas”, declarou José Manuel Bolieiro.Bolieiro
garantiu que a “desmaterialização de processos” vai contar com o
“investimento necessário”, mas reconheceu que a transição digital “impõe
uma mudança de mentalidades”.“Os
conhecidos mangas de alpaca são aqueles que na administração querem
exibir poder pela demora, pela falta de acessibilidade e democratização à
informação de quem é requerente. É preciso acabar com este exercício
que penaliza o desenvolvimento da economia”, alertou.Bolieiro
admitiu que os serviços públicos são, “muitas vezes”, um “impedimento” à
emissão de licenciamentos, defendo a necessidade “escrutinar os
procedimentos”.Para isso, prosseguiu, deve
ser implementado um sistema de “acompanhamento online para saber se há
transparência, celeridade ou negligência”.“Os
mais penalizados são os conhecidos licenciamentos de caráter industrial
ou empresarial. Queremos trabalhar a sua simplificação, o seu
escrutínio e a sua disponibilidade online”, assinalou.