Açores com 5.250 profissionais no Serviço de Saúde em 2019, mais 180 do que no ano anterior
23 de jan. de 2020, 15:42
— Lusa/AO Online
"Naturalmente
que este reforço de meios humanos se traduziu em resultados na prestação
de cuidados, bastando referir que, no total da região, os últimos
números consolidados apontam para um crescimento de 9% no número de
consultas, mais 60 mil entre janeiro e outubro de 2019", analisados na
comparação homóloga, acrescentou o governante.Vasco
Cordeiro falava no concelho da Calheta, na cerimónia de inauguração da
remodelação e ampliação do centro de saúde local, iniciativa que
integrou o segundo de três dias de visita estatutária à ilha de São
Jorge. As obras, orçadas em perto de um
milhão e meio de euros, vão permitir uma "melhoria significativa na
prestação de cuidados" aos quase quatro mil habitantes do concelho da
Calheta, acrescentou ainda o chefe do executivo açoriano.Antes,
Vasco Cordeiro tinha anunciado que o Governo dos Açores vai investir
cerca de cinco milhões de euros na construção do novo matadouro da ilha
de São Jorge."Com a construção deste
matadouro, abre-se um novo ciclo em termos do setor da carne na nossa
região. A abertura deste novo ciclo alicerça-se e fundamenta-se naquilo
que tem sido o percurso que foi feito ao longo dos últimos anos",
declarou. Uma visita ao porto do Topo e ao
novo edifício do Museu Francisco de Lacerda são outros destaques de
hoje da visita estatutária, dia em que o executivo regional recebe a
população de São Jorge e se reúne, noite dentro, em Conselho de Governo,
encontro cujas conclusões deverão ser conhecidas no terceiro e último
dia de visita à ilha.O programa inclui
ainda as visitas dos membros do Governo Regional a diversos
investimentos em curso na ilha, além de reuniões com várias entidades de
São Jorge.Além disso, na noite de
quarta-feira decorreu a reunião com o Conselho de Ilha de São Jorge,
encontro marcado pela ausência da maioria dos conselheiros, que teceram
críticas ao executivo regional por alegadamente não obter respostas às
dúvidas levantadas em anos recentes."Uma
coisa é uma resposta que não satisfaça, outra é dizer que o Governo não
respondeu", disse Vasco Cordeiro a propósito dessa ideia, depois de
abordar o memorando de 2018 - que foi replicado em 2019 - e responder a
cada um dos pontos então abordados.Vasco
Cordeiro lembrou que as reuniões com os conselho de ilha nas visitas
estatutárias surgem de "convites" do Governo Regional: "Não vimos a São
Jorge por causa do conselho de ilha, mas por causa dos jorgenses",
declarou ainda, depois de conhecido que os conselheiros queriam reunir
somente com o chefe do executivo e não com a totalidade dos secretários
regionais.A presidente do Conselho de Ilha
de São Jorge, Isabel Teixeira, declarou-se depois "devidamente
esclarecida" sobre os vários pontos debatidos - com saúde e transportes
em destaque - e agradeceu a "explicação longa e demorada" do chefe do
executivo açoriano.