Açores com 253 IPSS que garantem respostas sociais a toda a população
6 de mar. de 2026, 18:24
— Lusa/AO Online
Segundo
José Manuel Bolieiro, embora este rácio de IPSS, onde estão incluídas
misericórdias e entidades equiparadas, possa parecer elevado quando
comparado com o continente, “ele reflete a necessidade de assegurar
respostas sociais adequadas a um território arquipelágico e disperso”.O
presidente do executivo açoriano de coligação, citado numa nota de
imprensa a propósito da intervenção realizada na sessão de abertura do
II Congresso da Segurança Social, promovido pela Almedina, em Lisboa,
também divulgou alguns resultados alcançados nos últimos anos,
destacando melhorias em vários indicadores sociais. Assim,
o governante salientou a “redução significativa do número de
beneficiários do Rendimento Social de Inserção”, que atualmente é de
“cerca de um terço do que se verificava anteriormente, bem como níveis
históricos de emprego e de população ativa”.Os
resultados “refletem uma estratégia que procura articular proteção
social, emprego, educação e saúde, criando condições para que as
famílias possam viver do fruto do seu trabalho”, apontou.“Nos
Açores, temos procurado reforçar a lógica de responsabilização do
cidadão e de articulação entre proteção social, emprego, educação e
saúde, porque sabemos que a Segurança Social, isolada, não resolve todos
os problemas estruturais”, afirmou José Manuel Bolieiro, citado na
nota.O líder do executivo açoriano referiu
igualmente que os custos e os desafios das políticas sociais nas
Regiões Ultraperiféricas “não podem ser avaliados pelos mesmos critérios
aplicados ao território continental, defendendo a importância da
autonomia para adaptar respostas às realidades locais”.Segundo
o comunicado, o presidente do Governo Regional apresentou os Açores
como “um exemplo de políticas sociais orientadas para a autonomia das
pessoas e para a mobilidade social”, defendendo que a Segurança Social
deve ser encarada “como um verdadeiro ‘elevador social’, capaz de criar
oportunidades e ajudar os cidadãos a construir um percurso de vida com
dignidade”.“O Estado social não se esgota
na despesa pública nem se mede apenas pela dimensão das prestações
sociais pagas aos cidadãos. Mede-se pela capacidade de criar
oportunidades reais e de garantir que ninguém fica para trás”, disse. José
Manuel Bolieiro defendeu ainda que um sistema de política social “deve
promover a autonomia do cidadão, valorizar a sua contribuição para o
coletivo e proporcionar-lhe a confiança de que, em caso de necessidade,
terá o apoio necessário”.O governante
também destacou as especificidades sociais e territoriais dos Açores,
lembrando que a realidade arquipelágica “impõe desafios próprios à
concretização das políticas públicas”.A
região tem cerca de 250 mil habitantes, distribuídos por nove ilhas, e a
distância entre o ponto mais ocidental e o mais oriental do arquipélago
“é quase três vezes superior à distância entre o litoral continental e a
fronteira com Espanha”, segundo a nota do executivo açoriano.“Autonomia
política não é isolamento. É integração. Permite adaptar políticas e
complementar respostas do sistema nacional sem romper com os princípios
fundamentais do Estado social”, acrescentou José Manuel Bolieiro.