Açores avança com levantamento das necessidades de medicamentos nas unidades de saúde
9 de nov. de 2017, 12:43
— Lusa/AO online
“A
Direção Regional de Saúde ficou encarregue, juntamente com a Ordem dos
Farmacêuticos, de fazer um levantamento rigoroso em cada uma das
unidades de saúde de ilha relativamente aos circuitos que existem para o
fornecimento de medicamentos”, afirmou Rui Luís aos jornalistas, no
Corvo, à margem da visita ao centro de saúde local, no âmbito da
deslocação do Governo dos Açores àquela ilha.Segundo
o governante, este trabalho inclui o levantamento das necessidades de
farmacêuticos nessas unidades de saúde de ilha, assim como a formação,
dado que em algumas “não é possível ter farmacêutico”, pelo que “quem
está a fazer esse trabalho tem que ter formação”.Este
trabalho culmina com a publicação de uma circular normativa que
determina as regras que “cada unidade de saúde de ilha tem de cumprir
para evitar, essencialmente, a rutura de medicamentos”.“Isso
vai ao nível de regras para a admissão, o circuito e a administração do
medicamento para que não volte a acontecer no futuro uma situação
destas”, precisou.A
semana passada foi noticiado que no centro de saúde da Ribeira Grande,
na ilha de São Miguel, foram detetadas ruturas no fornecimento de
fármacos a doentes institucionalizados.A
Ordem dos Enfermeiros nos Açores anunciou então a apresentação de uma
queixa ao Procurador da República, contra a Unidade de Saúde da Ilha de
São Miguel, devido às "sucessivas e continuadas" ruturas no fornecimento
de medicamentos aos doentes daquela unidade de saúde.A
queixa é justificada com o facto de a Ordem dos Enfermeiros ter
denunciado o caso junto da administração da Unidade de Saúde da Ilha de
São Miguel, que alegadamente não terá feito nada para resolver o
problema, e também junto da tutela, que terá garantido que o problema já
se encontrava ultrapassado.Rui
Luís reafirmou hoje que “há três questões fundamentais” nesta situação,
“o reforço dos ‘stocks’ em cada um dos centros de saúde, um maior nível
de comunicação entre os enfermeiros e os médicos para quando acontecem
essas situações”, além da necessidade de uma avaliação sobre “os
procedimentos para quando houver alguma rutura pontual os hospitais
serem os fornecedores de imediato”.O
secretário regional da Saúde reiterou que o executivo, com aquela ordem
profissional, na sequência da situação na Ribeira Grande, vai avaliar
“em todas as unidades de saúde de ilha dos Açores qual é o ponto de
situação, que necessidades existem ao nível do medicamento, para que se
criem algumas medidas para que não voltem a acontecer ruturas”.