Açores aprovam Plano de Gestão de Inundações com 18ME para combater cheias até 2027
16 de out. de 2024, 17:54
— Lusa/AO Online
O documento
foi aprovado com 22 votos a favor de PSD, 22 do PS, cinco do Chega, dois
do CDS-PP, um do PPM e um do PAN e as abstenções dos deputados únicos
da IL e BE.“No total, o investimento
estimado para a implementação das medidas propostas neste plano
totaliza 18 milhões e 93 mil euros, dos quais cerca de 94% referem-se a
medidas de gestão de riscos”, avançou o secretário do Ambiente e Ação
Climática, durante o plenário da Assembleia Regional, na Horta.De
acordo com o governante, o plano estabelece um conjunto de 37 medidas,
das quais 18 no âmbito da “gestão de riscos”, sete no “quadro
institucional e normativo”, três na “informação e participação cidadã” e
nove no “desenvolvimento da monitorização e investigação aplicada”.“Com a aprovação daremos um passo fundamental para mitigar riscos associados a cheias”, defendeu o secretário regional.O
documento, consultado pela agência Lusa, identifica 11 bacias
hidrográficas com “risco elevado” de inundações nas ilhas Flores
(Ribeira Grande), Terceira (Ribeira da Agualva, Ribeiras do Porto Judeu,
Casa da Ribeira e Ribeira de São Bento), Pico (Ribeira do Dilúvio), São
Jorge (Ribeira Seca) e São Miguel (Ribeira Grande, Povoação, Grota da
Areia e Grota do Cinzeiro).O plano define
também quatro zonas de “elevado risco” de inundações de origem costeira
no Pico (frente marítima do Cais do Pico) e em São Miguel (frentes
marítimas de São Roque, Lagoa e Ribeira Quente).No
debate, a deputada do PSD/Açores Ana Jorge destacou a inclusão de novas
zonas de risco no plano que classificou como um “instrumento
fundamental para a proteção das populações”.Já
a socialista Joana Pombo Tavares alertou para a necessidade de o
Governo Regional “fazer a sua parte” na limpeza e obstrução das
ribeiras.“Para que a prevenção seja efetuada não se pode verificar um desinvestimento dos recursos”, alertou a deputada do PS.Da
parte do Chega, José Sousa considerou o plano como um “avanço crucial
na proteção dos riscos naturais”, mas também advogou que a “limpeza das
ribeiras e cursos de água é uma tarefa urgente que não pode ser
negligenciada”.Nuno Barata, da IL, disse
temer “restrições à utilização do solo” com a implementação do plano,
levando o centrista Pedro Pinto a responder que o “liberalismo puro e
duro não funciona”.O deputado do BE,
António Lima, avisou que o “tempo da análise de risco foi limitado a
2018”, o que pode excluir outras áreas onde ocorrem “inundações
recorrentes”, enquanto o parlamentar do PAN, Pedro Neves, defendeu uma
alteração no “tipo de agricultura” para aumentar a retenção da água.Por
sua vez, o monárquico João Mendonça sinalizou que o “agravamento das
condições climáticas” colocam os Açores em “risco crescente de
inundações”.