Açores apostam no contacto com a população na luta contra a pobreza
4 de fev. de 2019, 19:15
— Lusa/AO Online
A
visita à instituição “faz parte de um diagnóstico e de um contacto
local com o trabalho que existe para melhor conhecer (…) as pessoas e as
especificidades concretas”, afirmou Paulo Fontes, que é também
coordenador do Polo Local de Desenvolvimento e Coesão Social de Água de
Pau, freguesia do concelho da Lagoa, na ilha de São Miguel.O
coordenador salientou, também, a intenção de valorizar o "trabalho e
potenciar aquilo que de bom que está a ser feito e ao mesmo tempo
promover as condições para que haja novas práticas, para que haja
inovação social, (…) para melhorar os indicadores da pobreza e da
exclusão e resolver problemas concretos das próprias pessoas".
Paulo Fontes, falava à margem de uma reunião com a equipa de
intervenção e monitorização e após a visita a algumas instituições da
localidade, que também contou com a presença da secretária regional da
Solidariedade Social, Andreia Cardoso, e dos secretários regionais da
Educação e Cultura, Avelino Meneses, e da Saúde, Rui Luís.
O
processo de diagnóstico dos problemas da população local está a ser
desenvolvido até ao final do mês de fevereiro, mas o coordenador do
centro adiantou que alguns dos problemas enfrentados pela população da
freguesia micaelense são as “baixas qualificações escolares, maior
desemprego no feminino do que no masculino e algumas dificuldades a
nível da saúde infantil".O
Polo Local de Desenvolvimento e Coesão Social de Água de Pau serve uma
população de cerca de três mil pessoas, em que cerca de 16% beneficia do
Rendimento Social de Inserção, “mas depois há um conjunto mais alargado
que também é apoiado pelos serviços de ação social”, explicou Paulo
Fontes.O
núcleo, situado no concelho da Lagoa, integra uma rede que tem outros
quatro polos na região, um na ilha Terceira, na freguesia da Terra Chã, e
os restantes em São Miguel, que ficam nas freguesias dos Arrifes, Rabo
de Peixe e Fenais da Ajuda.A
rede foi criada pelo Governo Regional como instrumento do Plano de Ação
da Estratégia Regional de Combate à Pobreza e Exclusão Social,
pretendendo, com o contacto mais próximo com comunidades sinalizadas por
terem elevados indicadores de pobreza e exclusão social, fazer um
“diagnóstico bastante apurado” para que se possa “promover um plano de
intervenção” com os parceiros.Nos
centros de Desenvolvimento e Coesão Social, trabalham equipas
multidisciplinares, que combinam as áreas da Saúde, Solidariedade
Social, Educação e Cultura.