Açores adiam decisão sobre vacinas de crianças e dão prioridade à dose de reforço
Covid-19
26 de nov. de 2021, 18:41
— Lusa/AO Online
“A nossa perspetiva é ocuparmos todos os
nossos recursos em proteger os mais vulneráveis, que são os idosos com
mais de 65 anos. Estamos a contar, no final deste ano, no princípio do
próximo, alcançarmos esta vacinação de uma forma mais ou menos genérica.
A partir daí, consoante o avanço da ciência, iremos decidir o que
fazemos com as crianças mais jovens”, adiantou, em declarações aos
jornalistas, em Angra do Heroísmo, o secretário regional da Saúde e
Desporto, Clélio Meneses.A Agência
Europeia de Medicamentos (EMA) aprovou, esta quinta-feira, a
administração da vacina contra a Covid-19 da BioNTech/Pfizer a crianças
dos 5 aos 11 anos, mas a comissão técnica de vacinação de Portugal ainda
não tomou uma decisão.A secretaria
regional da Saúde dos Açores também está “a avaliar” a situação, mas
Clélio Meneses sublinhou que a prioridade do executivo, neste momento, é
“proteger os mais vulneráveis”.“Enquanto
não concluirmos a vacinação dos mais vulneráveis, nomeadamente os
cidadãos com mais de 65 anos e alguns que têm um conjunto de patologias,
que por prescrição médica exigem essa vacinação, entendemos que não
devemos desfocar a nossa atenção”, salientou.Os
Açores têm, atualmente, cerca de duas dezenas de turmas em
confinamento, total ou parcial, em escolas de três ilhas, devido à Covid-19. O titular da pasta da Saúde salientou que nestas faixas etárias o risco de doença grave é menor.“Está
demonstrado, por aquilo que é o conhecimento científico público neste
momento, que as crianças não correm riscos significativos, pelo facto de
serem infetadas pela Covid-19. O que a sua vacinação poderá proteger é o
contágio de outras pessoas, uma vez que são um veículo forte de
contágio”, apontou.Quanto à administração
da dose de reforço aos maiores de 65 anos, Clélio Meneses disse que “um
terço da população” já está vacinada, mas admitiu que têm existido
“algumas recusas”.“Há pessoas que sentem que com duas doses estão protegidas, que não é necessária mais uma vacina”, afirmou.“Não
está a correr com a velocidade que desejávamos e que estamos preparados
para vacinar, mas pretendemos que, até ao início do próximo ano, esta
população esteja genericamente vacinada”, acrescentou.