Acompanhamento de alunos com necessidades educativas não constitui vínculo laboral
30 de nov. de 2023, 15:53
— Lusa
O
BE/Açores defendeu na quarta-feira a integração nos quadros dos
bolseiros ocupacionais que fazem um trabalho “muito importante” e de
“grande responsabilidade” no apoio às crianças com necessidades
educativas especiais.Segundo o líder do BE
açoriano, António Lima, os bolseiros ocupacionais “são trabalhadores,
mas infelizmente não têm os direitos que têm os trabalhadores nos Açores
e no país”.Hoje, em comunicado, o
executivo açoriano, através da Secretaria Regional da Educação e dos
Assuntos Culturais esclarece que “os apoios extraordinários dados às
famílias açorianas” não constituem “um vínculo laboral”.“As
declarações do BE revelam desconhecimento relativamente à natureza do
novo apoio criado pelo XIII Governo dos Açores, que é dirigido ao aluno e
não constitui um vínculo de trabalho com a escola”, lê-se.De
acordo com a nota, “isso é rapidamente verificável pela inexistência de
concurso e processo de candidatura a um posto de trabalho, uma vez que a
indicação decorre dos encarregados de educação”.Para
a Secretaria Regional da Educação e dos Assuntos Culturais dos Açores,
“a postura do BE revela, ainda, desrespeito pela natureza da relação
laboral”, já que “foi criado um apoio extraordinário destinado a apoiar
alunos com características muito específicas, que exijam particular
atenção do docente”.No comunicado é também
referido que o número de pessoas apoiadas na região “foi aumentado para
cerca de o triplo”, por comparação com os números verificados durante a
anterior governação socialista.O líder do
BE/Açores, António Lima, indicou na quarta-feira, na cidade da Ribeira
Grande, após reunir com um grupo de bolseiros ocupacionais, que só na
ilha de São Miguel são contabilizados mais de 100 trabalhadores nesta
situação.“Este Governo [Regional] não pode
dizer que acabou com a precariedade nas escolas e manter uma situação
de precariedade a este nível, que é absolutamente inaceitável e
inadmissível”, disse.Para o líder
bloquista nos Açores, os bolseiros ocupacionais “são trabalhadores e
trabalhadoras que devem ter direitos e deveres e, neste momento, só têm
deveres e estes deveres têm de ser devidamente compensados com um
salário digno e com direitos”.O BE
prometeu trabalhar em propostas para que ocorra a integração dos
trabalhadores nos quadros e “para garantir que as pessoas que são
contratadas para apoiar os alunos com necessidades educativas especiais
são trabalhadores iguais aos outros”.