Achados arqueológicos do palácio da Conceição são descoberta "ímpar" nos Açores
10 de set. de 2020, 13:35
— Lusa/AO Online
O relatório técnico da Direção Regional da
Cultura concluiu que a cisterna e o fontenário, descobertos no antigo
convento de Nossa Senhora da Conceição, são “uma descoberta arqueológica
ímpar nos Açores, pelo que se considera que a sua salvaguarda e
usufruto público é de grande relevância para todo o arquipélago”, lê-se
num comunicado.O relatório resulta dos
trabalhos desenvolvidos entre o fim 2019 e o início de 2020, que
procederam à “caracterização arqueológica de uma estrutura hidráulica
primitiva descoberta na zona claustral” daquele palácio.Esta
estrutura, datada da segunda metade do século XVII, apresenta um
“elevado interesse patrimonial” com características “únicas na
realidade” regional.O relatório, citado
pelo GACS, sugere que a estrutura do claustro do antigo convento seja
integrada num “projeto museológico” para a “sua visitação e fruição
pública”.“Neste sentido, a equipa da
estrutura para a casa da autonomia está a desenvolver uma solução
arquitetónica que contempla estas recomendações técnicas e que valorize o
achado arqueológico”, conclui a nota de imprensa.Em
abril de 2015, foi lançado a concurso a construção da Casa da
Autonomia, um projeto museológico sobre a história do regime autonómico
açoriano, a ser construído no palácio da Conceição num prazo de execução
de 365 dias.Em novembro de 2019, o
secretário da Educação e Cultura, Avelino Meneses, disse, em declarações
à RTP Açores, não existir data para a conclusão do projeto,
reconhecendo um “alongamento de prazos” e um “acréscimo de custos”
devido à descoberta de achados arqueológicos.