Acesso às discotecas da Madeira vai ser fiscalizado
Covid-19
8 de nov. de 2021, 17:30
— Lusa/AO Online
“Nós
[Governo Regional] vamos já iniciar este fim de semana, através da ARAE -
já ficam todos avisados - uma fiscalização reforçada nas discotecas”,
declarou Miguel Albuquerque aos jornalistas, à margem da visita que
efetuou a uma empresa de estruturas metálicas no concelho de Câmara de
Lobos.O chefe do executivo madeirense, de
coligação PSD/CDS, recordou que nas entradas nestes espaços de diversão é
obrigatória a apresentação do certificado com vacinação completa (duas
doses) contra a Covid-19.“Portanto, não vamos permitir fraudes, se houver fraudes vão ser autuados”, complementou.O
governante referiu que “houve algum facilitismo” nesta área, o que
considerou ser “péssimo” para prosseguir o objetivo estabelecido de
“manter a sociedade a funcionar com o mínimo de regras preventivas, para
as pessoas poderem desenvolver os seus negócios sem ser necessário
voltar para atrás”.“Ninguém tem saudades
de ter isto [espaços de diversão noturna] fechado”, sublinhou,
acrescentando que os “proprietários das discotecas têm de colaborar
porque é a salvaguarda dos seus negócios que está em causa”.Albuquerque
apontou que a exigência da vacinação completa para entrar nas
discotecas “tem sido uma medida importante para os jovens" se vacinarem.“Não queremos perseguir ninguém, mas, não queremos voltar para atrás”, reforçou.O
líder do executivo lembrou a exigência dos testes rápidos para as
pessoas que participem nas festas de finalistas das escolas secundárias
da região, que tradicionalmente acontecem nesta altura do ano.“Quero
alertar os organizadores que é fundamental fazer teste rápido. Vamos
pedir fiscalização”, referiu, apelando ao “sentido responsabilidade”
porque é impossível “ter um fiscal em cada esquina”.Albuquerque
destacou que as autoridades regionais e o setor da saúde estão
concentrados, “prioritariamente, em ter a maioria da população
vacinada”.“Acho que é necessário
prosseguirmos uma política de vacinação intensiva, ou seja, continuar a
apelar às pessoas para se vacinarem e as com mais de 60 anos ou que
tenham patologias associadas a levarem a terceira dose”, destacou.Miguel
Albuquerque argumentou que “neste momento estão a acabar os prazos da
segunda vacina”, indicando ser “importante ter a noção de que é preciso
manter alguns cuidados e medidas preventivas”.Segundo
os dados divulgados no domingo pela Direção Regional de Saúde da
Madeira, o arquipélago tem atualmente 334 casos ativos de infeção por
SARS-CoV-2 e 12 pessoas hospitalizadas no Hospital Dr. Nélio Mendonça,
no Funchal, duas delas em cuidados intensivos. Há 78 óbitos associados à
doença.