Acelerada retirada dos 11 mil habitantes de Ambae por ameaça do vulcão em Vanuatu
2 de out. de 2017, 11:06
— Lusa/AO online
O Governo em Port-Vila, capital do arquipélago
com 80 ilhas e com cerca de 270 mil habitantes, está a disponibilizar
todas as embarcações possíveis para retirar as pessoas para três ilhas
vizinhas, tarefa que, para um país com as características de Vanuatu, "é
uma operação muito grande", tal como disse Joe Cropp, porta-voz da Cruz
Vermelha. O vulcão Manaro Voui tem estado em atividade há várias
semanas, mas há alguns dias que tem enviado para a atmosfera dezenas de
milhares de rochas incandescentes que, a par de cinzas e da lava, têm
atingido várias localidades da ilha, centena e meia de quilómetros a
norte da capital Port-Vila. Segundo a Cruz Vermelha, se o processo continuar a este ritmo, as operações de retirada devem ficar concluídas até quarta-feira. Os
habitantes estão a abandonar a ilha em barcas com capacidade para
poucas centenas de pessoas e de pequenos "ferries" que podem transportar
também cerca de duas ou três dezenas. "Tudo se passou ordeira e pacificamente. As pessoas perceberam que devem partir e são muito pacientes", sublinhou Joe Cropp. Até
agora, acrescentou, os esforços estão concentrados na retirada, mas
será necessário, rapidamente, reforçar a ajuda aos centros de
acolhimento entretanto criados nas três ilhas para onde estão a ser
transportados. A este propósito, Joe Cropp indicou que é
aguardada quarta-feira a chegada de um navio australiano com água e
víveres para os afetados. "Condomínio" franco-britânico até à
independência, em 1980, Vanuatu é um dos países mais pobres do mundo,
situando-se sobre a chamada "Cintura de Fogo" do Pacífico, onde a
atividade vulcânica é grande e a colisão das placas tectónicas provoca
frequentes sismos.