Abertura do ano judicial pela primeira vez sem representantes da igreja católica
13 de jan. de 2025, 11:06
— Lusa/AO Online
Segundo
o jornal, a decisão foi tomada pelos organizadores do evento - o
presidente do Supremo Tribunal de Justiça, o procurador-geral da
República e a bastonária dos advogados, todos católicos - que entenderam
que não se justificava a presença de um representante da Igreja e, por
isso, não enviaram qualquer convite ao patriarcado.A
cerimónia solene que assinala a abertura do ano judicial decorre
no Supremo Tribunal de Justiça. Ao jornal, o tribunal respondeu que a
decisão se baseou no facto de se tratar de uma cerimónia estritamente
oficial. “Não irão estar presentes, porque
não foi convidada nenhuma entidade eclesiástica de qualquer religião”,
respondeu o Supremo, citado pelo Público, explicando que manteve os
convites aos representantes das Forças Armadas uma vez que existem
juízes militares em funções neste tribunal.O
patriarcado preferiu não comentar, limitando-se a confirmar não ter
recebido qualquer convite este ano, “ao contrário do que acontecia de
acordo com uma longa tradição”.O novo
Procurador-Geral da República, Amadeu Guerra, participa pela primeira
vez na cerimónia de abertura do ano judicial, assim como da
ministra da Justiça, Rita Alarcão Júdice, e o presidente da Assembleia
da República, José Pedro Aguiar-Branco, novos titulares nestas funções
na sequência das eleições legislativas de março.Já o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, deverá discursar pela penúltima vez nesta cerimónia.