Abate de bovinos nos Açores aumenta 5,6% em 2022

3 de jan. de 2023, 17:48 — Lusa/AO Online

António Ventura, que falava numa visita ao Matadouro da Ilha Terceira, na Praia da Vitória, referiu que, em 2022, se voltou a atingir um novo recorde no abate regional, num total de 84.541 bovinos, “o maior abate de sempre verificado nos Açores”.Este valor representa um aumento de 5,6% relativamente a 2021, ano em que o abate de 80 mil animais também tinha sido um número recorde, refere-se em nota de imprensa do Governo dos Açores.De acordo com o titular da pasta da Agricultura, o consumo local de carne de bovino nos Açores no ano transato aumentou 9,2% relativamente a 2021.António Ventura considera que este aumento no número de abates representa “vantagens e mais-valias no que diz respeito ao emprego local, ao rendimento dos produtores e também ao rendimento da própria Região Autónoma dos Açores”. O governante salvaguardou que o aumento do turismo registado na região contribuiu para o aumento registado no consumo local.O secretário regional reconheceu a relevância do trabalho desenvolvido pelo Centro de Estratégia para a Carne dos Açores (CERCA) na promoção da carne, através de ‘workshops’, jornadas e palestras na região, assim como da Federação Agrícola dos Açores, “o que tem levado a que a carne açoriana seja procurada”.O titular da pasta da Agricultura do Governo Regional indicou que, em 2023, todos os animais que forem abatidos nos matadouros da região, resultando no produto final, que é a carne, estão certificados para a segurança alimentar”, sendo que foi iniciado em 2022 a certificação para o bem-estar animal dos Matadouros da ilha Terceira e de São Miguel.O executivo açoriano pretende avançar este ano para a certificação de mais cinco matadouros dos Açores.António Ventura apelou à iniciativa privada para investir nas áreas da transformação e da maturação da carne, considerando ser este “um novo potencial".O responsável destacou que estão abertas as candidaturas, até 28 de fevereiro, de uma medida, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), que apoia entre 50% a 75% as iniciativas privadas no âmbito da transição energética, da transição verde e da inovação, com um montante 8,5 milhões de euros.