Abastecimento no aeroporto de Lisboa “em níveis bastante abaixo do estipulado”
Motoristas
12 de ago. de 2019, 17:54
— Lusa/AO Online
Numa resposta escrita enviada à
Lusa, a ANA – Aeroportos de Portugal informou que está a avaliar
continuamente o impacto da greve dos motoristas no abastecimento de
combustível nos aeroportos da sua rede.O
ritmo de abastecimento “insuficiente” verificado até agora já levou à
implementação de restrições à operação, “nomeadamente na redução de
abastecimento de aeronaves”, segundo a mesma fonte.Esta é uma medida preventiva para dosear o combustível, tendo em conta a dificuldades de abastecimento.Com estas iniciativas, as companhias aéreas poderão abastecer noutros aeroportos ou antes de voar para Lisboa.A
ANA reiterou ainda que “continuará a acompanhar de forma permanente a
situação com o Governo, as empresas petrolíferas, as companhias aéreas e
as empresas de ‘handling’ [assistência aos passageiros e aos aviões]”,
de forma a minimizar o eventual impacto da greve nos aeroportos.O
primeiro-ministro afirmou hoje que o cumprimento dos serviços mínimos
na greve dos motoristas mudou "da manhã para tarde" e anunciou a
convocação de um Conselho de Ministros eletrónico para avaliar a
necessidade da requisição civil. O
primeiro-ministro referiu que a situação em relação ao cumprimento dos
serviços mínimos "mudou da manhã para a tarde" e, perante esta nova
realidade, é preciso fazer "uma nova reavaliação", que acontecerá num
Conselho de Ministros eletrónico hoje ao final da tarde, no qual será
decido se a requisição civil é ou não decretada.António
Costa falava aos jornalistas no Palácio de Belém, em Lisboa, depois de
uma reunião com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa,
sobre a greve dos motoristas, encontro que durou cerca de uma hora.O primeiro-ministro adiantou que já estão a ser realizados transportes conduzidos pela GNR ou pela PSP.Os
motoristas cumprem hoje o primeiro dia de uma greve marcada por tempo
indeterminado e com o objetivo de reivindicar junto da associação
patronal Antram o cumprimento do acordo assinado em maio, que prevê uma
progressão salarial.A greve foi convocada
pelo Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) e
pelo Sindicato Independente de Motoristas de Mercadorias (SIMM),
tendo-se também associado à paralisação o Sindicato dos Trabalhadores de
Transportes Rodoviários e Urbanos do Norte (STRUN).O
Governo decretou serviços mínimos entre 50% e 100% e declarou crise
energética, que implica “medidas excecionais” para minimizar os efeitos
da paralisação e garantir o abastecimento de serviços essenciais como
forças de segurança e emergência médica.