Abandono voltou a subir no ensino superior público e continua mais alto nos politécnicos
20 de jun. de 2024, 10:20
— Lusa
Os
dados, divulgados no portal Infocursos, mostram a situação após um
ano dos alunos que entraram no ensino superior em 2021/2022 e confirmam
a tendência de aumento do abandono no ensino superior público.Em
2022/2023, 11,73% dos ‘caloiros’ do ano anterior já não se encontravam
em nenhuma instituição do ensino superior, mais 0,13 pontos percentuais
face ao ano letivo 2021/2022.Para este
aumento contribuíram sobretudo os institutos politécnicos, onde a taxa
de abandono após o primeiro ano passou de 13,26% para 13,88%.Em
contrapartida, as universidades conseguiram remar contra essa maré e
houve, no ano passado, menos alunos a desistir: 9,39% em relação aos
9,83% registados em 2021/2022.Por outro
lado, a taxa de abandono após o primeiro ano continua também a ser maior
no setor privado, mas aí as escolas e universidades têm conseguido
contrariar a tendência de aumento.Com
12,38%, a percentagem registada em 2022/2023 é, ainda assim, inferior à
registada no ano anterior e significativamente abaixo dos 15,8%
registados em 2013/2014.No entanto,
olhando para os setores público e privado, quatro dos cinco cursos com
maior taxa de abandono são ministrados por instituições privadas.A
lista é liderada pelo curso de Osteopatia na Escola Superior de Saúde
Norte da Cruz Vermelha Portuguesa, com 76,5%, seguindo-se Engenharia
Civil no Instituto Politécnico de Castelo Branco (65%), Informática de
Gestão no Instituto Superior de Gestão e Administração de Santarém
(53,6%), Enfermagem na Escola Superior de Saúde de Santa Maria (50%) e
Enfermagem na Escola Superior de Saúde Norte da Cruz Vermelha Portuguesa
(49,4%).No extremo oposto, existem 51 cursos em que a taxa de abandono ficou abaixo de 1% e perto de metade são nas áreas de Engenharia.Essa
é também a área com percentagens mais baixas de recém-diplomados
registados no Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) como
desempregados, outro dos indicadores atualizados hoje no portal
Infocursos.Dos 124 cursos de Engenharia
com informação disponível, a taxa de desemprego situa-se nos 2,35% e há
75 cursos abaixo dessa média, 28 dos quais com uma taxa de desemprego
inferior a 1%.Por outro lado, os cursos
com taxas de desemprego mais elevadas estão relacionados com áreas como
comunicação, turismo, artes e ‘design’.O
portal Infocursos (disponível em infocursos.pt) disponibiliza informação
atualizada sobre 6.024 cursos ministrados em 282 estabelecimentos de
ensino superior, com dados sobre as formas e notas de ingresso, a
situação dos alunos após um ano, classificações finais e desemprego.