Abandono escolar precoce na Madeira aumenta ligeiramente em 2025
Hoje 12:26
— Lusa/AO Online
Na informação
divulgada, a DREM indica que, de acordo com os indicadores do domínio da
Educação resultantes do Inquérito ao Emprego de 2025, este foi o
primeiro aumento registado desde 2013, ano em que a taxa de abandono
atingia 28,2%, tendo vindo a descer de forma consecutiva até ao mínimo
de 8,6% em 2024.A taxa de abandono precoce
da educação e formação na Madeira continua, ainda assim, a ser superior
em relação ao resto do território nacional, que em 2025 foi de 6,9%.Na
região, o abandono escolar precoce continuou a ser mais elevado entre
os homens (13%), face às mulheres (4,9%), refere a Direção Regional de
Estatística, acrescentando que, em comparação a 2024, a taxa aumentou
1,1 pontos percentuais entre os homens e diminuiu 0,2 pontos percentuais
no caso das mulheres.Por outro lado, a taxa de aprendizagem ao longo da vida atingiu em 2025 o valor mais elevado desde 2011, fixando-se em 13,6%,Este
indicador aumentou 2,5 pontos percentuais face a 2024, com crescimento
mais acentuado entre os homens (+3,3 pontos) do que entre as mulheres
(+1,8 pontos), ficando, contudo, abaixo da média nacional (16,9%).Relativamente
às qualificações escolares, a taxa de escolaridade da população entre
os 20 e os 64 anos com pelo menos o 3.º ciclo do ensino básico completo
subiu para 69,9% em 2025, acima dos 68,2% registados em 2024 e dos 48,2%
observados em 2011.A taxa de conclusão do ensino secundário também aumentou, fixando-se em 54,5%, face aos 51,8% do ano anterior.Já
a taxa de escolaridade do ensino superior entre os residentes com
idades entre os 30 e os 34 anos situou-se em 35,3% em 2025, menos 0,6
pontos percentuais do que no ano anterior. A redução deveu-se sobretudo à
diminuição entre os homens, enquanto entre as mulheres se verificou um
aumento.A DREM indica ainda que a
percentagem de jovens entre os 16 e os 34 anos que não estavam
empregados nem em educação ou formação desceu para 10,7% em 2025, menos
0,2 pontos percentuais do que em 2024, atingindo o valor mais baixo
desde o início da série, em 2011.