"A vida no campo" de Joel Neto vence Grande Prémio de Literatura Biográfica
3 de jul. de 2019, 14:07
— Lusa/AO Online
“O júri
constituído por Artur Anselmo, Cândido Oliveira Martins e Paula Mendes
Coelho, deliberou, por unanimidade, atribuir este galardão, bienal, ao
escritor Joel Neto”, revelou a direção da APE, em comunicado.A
obra, editada em 2016 pela Marcador, foi escolhida entre 51 obras
admitidas a concurso, de escritores portugueses, publicadas em primeira
edição, entre 2016 e 2018, nos domínios da biografia e autobiografia, de
memórias e diários. “A vida no campo” é
um relato do autor sobre a sua mudança para o campo, mais concretamente,
para o lugar dos Dois Caminhos, na freguesia da Terra Chã, ilha
Terceira, e a experiência de vida que daí resultou.Ao
fim de 20 anos em Lisboa, o escritor decidiu regressar às suas origens
açorianas, na companhia da mulher, a tradutora Catarina Ferreira de
Almeida, com o objetivo de ali ficar por alguns anos, em busca do
ambiente que necessitava para a produção de um romance. Terminado
o prazo de regresso à grande cidade, as opções eram encontrar forma de
parar o tempo ou assumir que era ali que queria viver em definitivo. “Com
a família canina formada, jardim e horta bem-cuidados, paisagem
estonteante e vizinhos amáveis à volta, Joel e Catarina sorriem agora
com melancolia e leveza ao pensar em quão serenos serão os anos da
maturidade no campo”, lê-se no resumo da obra.Nascido
em 1974, Joel Neto é romancista e colunista, autor de mais de uma
dezena de livros, entre os quais “Arquipélago”, também dedicado aos
Açores.O prémio no valor de cinco mil
euros tem o patrocínio, exclusivo, da Câmara Municipal de Castelo Branco
e, nas suas cinco últimas edições, já galardoou “Diário Quase
Completo”, de João Bigotte Chorão, “Biografia de Eça de Queirós”, de A.
Campos Matos, “Tempo Contado”, de J. Rentes de Carvalho, “Acta Est
Fabula – Memórias I”, de Eugénio Lisboa, e “Diário da Abuxarda
2007-2014”, de Marcello Duarte Mathias.