A um mês do congresso regional, PCP/Açores ainda não definiu liderança
27 de fev. de 2020, 15:43
— Lusa/AO Online
"Esta é uma questão que, neste
momento, não se coloca. Como devem calcular, o coletivo partidário
conhece a minha disponibilidade, mas certamente nós iremos encontrar a
melhor solução, seja para a nova direção regional, seja para o
secretariado, seja para a nova coordenação", explicou o líder dos
comunistas açorianos, em conferência de Imprensa, na Horta.Marco
Varela, 44 anos de idade, natural de Lisboa, assumiu a liderança do
PCP/Açores em abril de 2019, há quase um ano, substituindo, na ocasião,
Vítor Silva, dirigente sindical, que abandonou as funções partidárias
alegando "motivos pessoais", mas o coordenador regional entende que o
futuro do cargo, não depende de interesses pessoais."Não
se pode pôr a questão de uma forma pessoal", esclareceu o líder dos
comunistas nas ilhas, em resposta a uma pergunta dos jornalistas, sobre
se estaria interessado em continuar a coordenar o partido nos Açores,
adiantando apenas que "a seu tempo irá haver uma resposta à questão que
está a colocar".A direção regional do PCP
esteve reunida no passado fim-de-semana, na cidade da Horta, para
debater temas regionais e nacionais, entre eles, a questão da
precariedade laboral, e em especial o anúncio do Governo açoriano, de
que vai abrir 189 vagas na administração pública regional, para integrar
funcionários nos quadros."No nosso
entender, esta é ainda uma proposta curta, que necessita de ser
alargada, tendo em conta a existência de mais de 4.000 trabalhadores
precários na região", sublinhou Marco Varela, insistindo que para o PCP,
as questões do trabalho com direitos e do combate à precariedade
laboral são "compromissos" e "prioridades".O
líder dos comunistas na região lembrou também que o PCP conseguiu fazer
aprovar uma proposta de alteração ao Orçamento do Estado, que garante a
gratuitidade dos manuais escolares até ao 4.º ano de escolaridade, sem a
obrigatoriedade de devolução dos livros, medida que pretende também
alargar aos Açores.Os comunistas vão também realizar várias iniciativas na região, durante o mês de março, para assinalar os 99 anos do PCP.