A "corrida" de Vasco Cordeiro contra a abstenção

Açores/Eleições

4 de out. de 2016, 13:28

  “Não se esqueça de ir votar”, “vamos votar no dia 16”, “só para lembrar que há eleições no dia 16”, “é ir votar, é muito importante”, repetiu, vezes sem conta, na ilha Graciosa, onde na segunda-feira e hoje, entre outras ações de campanha, percorreu algumas ruas no apelo ao voto, cumprimentando quem estava à porta ou à janela de casa ou os automobilistas que passavam na estrada. De quando em vez, o cabeça de lista do círculo de São Miguel e recandidato à presidência do Governo Regional lá acrescentava as frases “se o voto for no PS eu agradeço” e “vamos ver o que o povo diz dia 16”. O ritmo era de tal ordem que o cabeça de lista da Graciosa, José Ávila, disse à Lusa que “é preciso ter pedalada para o acompanhar”, enquanto o mandatário de ilha acrescentou que Vasco Cordeiro “é um homem habituado ao trabalho”, daí a “corrida” na campanha. “Um passo dele são três meus”, desabafou outro dos elementos da comitiva socialista nesta ilha do grupo central do arquipélago, que elege três dos 57 deputados à Assembleia Legislativa Regional. E quando o grupo, que distribuía canetas, panfletos e ‘t-shirts’ se atrasava no passo, era Vasco Cordeiro que repetia palavras de ordem como “vamos embora”. À Lusa, Vasco Cordeiro, 43 anos, salientou, mais uma vez, a importância de no dia 16 as pessoas exercerem o direito de voto e cumprirem este dever. “Obviamente que fico muito honrado se isso se traduzir na confiança no PS”, declarou Vasco Cordeiro, reiterando que votar “é um sinal de força da autonomia e da democracia”. Metade dos cidadãos inscritos nos cadernos eleitorais dos Açores não votou nas legislativas regionais desde 2008, ano em que este sufrágio registou um recorde de abstenção, 53,34%. Já sobre as críticas do líder do PSD/Açores, Duarte Freitas, pelo facto de Vasco Cordeiro não visitar as ilhas do Corvo e das Flores neste período de campanha eleitoral, o candidato socialista respondeu que as populações daquelas ilhas “sabem perfeitamente aquilo que, não é agora, ao longo dos últimos quatro anos” defendeu e decidiu para seu benefício “e no fundo é isso que interessa”.