70% dos exames da 2.ª fase classificados sem problemas
Exames
Hoje 17:06
— Lusa/AO Online
Fernando
Alexandre disse, em conferência de imprensa após o Conselho de
Ministros, que “70% das provas estão classificadas”, quando fez
um balanço do processo de classificação dos exames nacionais do ensino
secundário realizados na 2.º fase, que começou na segunda-feira. Depois
dos problemas identificados na 1.ª fase devido às falhas no processo de
digitalização dos exames, Fernando Alexandre garantiu que esta 2.ª fase
está a decorrer “sem problemas a registar”.Segundo o ministro, está tudo a “correr com normalidade” e as únicas situações reportadas decorreram de erros de alunos.Quanto
à primeira fase, foram contabilizadas 843 situações de provas “com
desconformidades”, que foram corrigidas, disse o ministro.Desde
o início da semana que o júri nacional de exames está a tratar esses
casos e agora é responsabilidade do júri transmitir as classificações
finais aos alunos, afirmou o ministro da Educação, que lamentou que
esses alunos saibam as classificações cerca de uma semana depois dos
outros alunos. “Mas estamos dentro dos
prazos” para o concurso nacional de acesso e os alunos “não serão
prejudicados”, disse Fernando Alexandre.Questionado
pelos jornalistas, o ministro precisou que atualmente “já não falta
nenhuma” prova em que tenha sido detetadas desconformidades. “A
informação que tenho é que não há provas em que não tenham sido
corrigidas as desconformidades”, disse, recordando que no início da
semana ainda faltariam 170.Fernando
Alexandre disse que os exames da 2.ª fase, “mantendo-se este ritmo”
estarão todos corrigidos na sexta-feira, e também numa resposta a
perguntas dos jornalistas assinalou que atualmente o número de
candidaturas ao Ensino Superior é praticamente igual ao do ano passado.Questionado
sobre a redistribuição de provas pelos professores classificadores,
Fernando Alexandre explicou que há um problema que “tem a ver com o
sistema” e que no próximo ano “já não deve acontecer” e que é haver
alguns professores que não podem, por diversos motivos, aceder às
provas, como por exemplo estarem doentes.Por isso, explicou, há classificadores que recebem provas, mas estas ficam “paradas”, pelo que é feita uma redistribuição. “O
que estamos a fazer é a (…) retirar as provas [atribuídas a professores
inativos] e redistribui-las por outros classificadores”, explicou.Questionado
sobre a posição da Ordem dos Advogados, que hoje defendeu a "suspensão
imediata dos prazos em curso" da primeira fase de exames até todos os
alunos terem uma "classificação oficial e uma cópia íntegra" das provas,
Fernando Alexandre disse apenas não conhecer o documento, escusando-se a
comentar.